Chefe dos espiões admite "fontes humanas" nas empresas de telemóveis

Declarações do secretário-geral dos serviços de informações no julgamento do "caso das secretas". Ex-diretor do SIED, Jorge silva Carvalho, pediu para que tribunal peça dados sobre a "Operação Santola"

O secretário-geral dos serviços de informações, Júlio Pereira, disse esta quinta-feira que as secretas podem recolher informação junto de várias entidades, como bancos, nas Finanças, e operadoras de telecomunicações, através de protocolos "formalizados" e "não formalizados" utilizando "fontes humanas". Porém, a acreditar nas palavras de Júlio Pereira, os serviços apenas recolhem informações permitidas por lei, "dados base", como nomes e moradas. O responsável máximo pelos serviços de informações disse ainda em tribunal que os serviços de informações têm protocolos "formalizados" e outros "não formalizados" com algumas daquelas entidades.

As declarações do secretário-geral do Sistema de Informações da República foram proferidas durante uma nova inquirição no chamado "caso das secretas", o qual envolve Jorge Silva Carvalho, ex-diretor do Serviço de Informações Estratégicas e Defesa (SIED), João Luís, ex-diretor operacional do SIED, Nuno Vasconcelos, dono do grupo Ongoing, Nuno Dias, agente do Serviço de Informações e Segurança (SIS) e Gisela Teixeira, ex-funcionária da Optimus.

As declarações de Júlio Pereira, marcadas por alguma inconsistência, o que motivou muitas perguntas por parte dos advogados de defesa dos arguidos e também pela juíza presidente do coletivo que está a julgar o processo. Confrontado com o teor do Manual de Procedimentos dos serviços de informações, que dá pistas aos espiões sobre onde recolher informação acerca dos "alvos - Finanças, bancos, conservatórias, operadoras de telecomunicações, etc - Júlio Pereira garantiu que há "linhas vermelhas" para os espiões: a lei, que os impede de aceder, por exemplo, a faturações detalhadas, e a outros dados cobertos por sigilos específicos, como nas Finanças e nos bancos. Porém, a dúvida ficou instalada: as tais fontes nestas entidades só fornecem informação base?

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