Chefe das secretas diz que não deu informações à Ongoing

Jorge Silva Carvalho garantiu hoje que "não enviou informação do serviço de informações para a Ongoing, nem nunca tal afirmou".

Numa "declaração" enviada à agência Lusa, o advogado Nuno Morais Sarmento, representante de Jorge Silva Carvalho, diz que esta reacção surge "por causa das interpretações erradas e propositadamente descontextualizadas das afirmações feitas" anteriormente pelo ex-responsável do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED).

"A autorização superior mencionada em declarações referia-se a um programa de parceria com empresas nacionais estratégicas, em geral, e não, obviamente, a uma autorização para o envio de informação a empresas em particular, muito menos à Ongoing", refere o documento.

O advogado Nuno Morais Sarmento adianta que Silva Carvalho, nesta fase, "não se poderá defender publicamente mais do que isto, mesmo que tal o penalize aos olhos do público, mas fá-lo-á em sede de comissão parlamentar, não prestando mais declarações públicas até lá".

"Uma vez esclarecida a situação, pelas entidades e nos locais competentes, o dr. Jorge Silva Carvalho estará livre para empreender, no local e sede próprios, as acções judiciais tendentes ao apuramento de responsabilidades pela campanha caluniosa de que tem sido alvo [...]", conclui.

Esta posição de Jorge Silva Carvalho surge no dia em que o semanário Expresso escreve que "Jorge Silva Carvalho assumiu esta semana que terá divulgado informações a responsáveis da Ongoing, seus actuais patrões, quando ainda era director do SIED, um dos braços dos serviços de informação do Estado", quando antes tinha negado "em absoluto".

Em causa está a alegada transferência de informações por parte do então director do SIED para a empresa Ongoing, onde trabalha actualmente, noticiada pelo Expresso na sua última edição.

Segundo o jornal, o ex-director do SIED terá passado à Ongoing informações relacionadas com dois empresários russos e sobre metais estratégicos, antes de abandonar a chefia dos serviços, em novembro de 2010.

Jorge Silva Carvalho pediu uma audiência à Comissão Parlamentar dos Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias para prestar esclarecimentos, que decidiu ouvir primeiro o presidente do Conselho de Fiscalização dos Serviços de Informação, Marques Júnior.

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