CGD. Presidente lembra efeitos negativos da demissão de Vítor Gaspar

Marcelo Rebelo de Sousa frisa que "há razões ponderosas" para aceitar posição do primejro-ministro em manter ministro das Finanças.

O Presidente da República alertou esta segunda-feira para os possíveis impactos negativos da demissão de Mário Centeno como ministro das Finanças, ao evocar a demissão do ex-ministro Vítor Gaspar em 2013 e num contexto "menos grave" que o atual.

Marcelo Rebelo de Sousa, questionado sobre a posição de Mário Centeno caso venham a público as mensagens trocadas entre o ministro das Finanças e o ex-presidente da CGD António Domingues, recordou o "longo período de crise" provocada em 2013 pela demissão de Vítor Gaspar daquela pasta (e a sua substituição por Maria Luís Albuquerque).

Os exemplos dados por Marcelo foram a renúncia do número dois do governo PSD/CDS, Paulo Portas, os esforços do seu antecessor, Cavaco Silva, para dinamizar um acordo de salvação nacional entre PSD e PS, os efeitos causados nos mercados externos com o aumento dos juros da dívida e as dúvidas sobre a capacidade de Portugal cumprir o programa de ajustamento assinado com a troika ou de sair do processo de défice excessivo.

O Chefe do Estado, que falava durante uma visita às instalações da TVI no âmbito do aniversário da estação televisiva, elencou ainda o que vai ocorrer nas próximas semanas: a divulgação dos dados do Eurostat sobre a situação económica portuguesa, a decisão da Comissão Europeia sobre a saída de Portugal do procedimento por défice excessivo, o processo de capitalização da CGD e o da consolidação do sistema bancário.

O caso CGD "está encerrado", reafirmou Marcelo Rebelo de Sousa, ao rever as mensagens que publicou sobre a matéria e, em particular, aquela em que explica ter aceite a posição de António Costa em manter Mário Centeno no Governo por razões de interesse nacional.

Mais Notícias