Mercado à Moda Antiga promove jovens artesãos

O Mercado à Moda Antiga recria no próximo fim-de-semana, em Oliveira de Azeméis, os hábitos comerciais do início do século XX, funcionando como um meio de promoção para jovens artesãos e oportunidade de receita para coletividades com orçamento reduzido.

O evento é uma iniciativa do Grupo Recreativo, Associativo e Cultural de Cidacos, que, em parceria com a Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis, disponibiliza gratuitamente o centro histórico da cidade a cerca de 50 coletividades e artesãos do concelho, que, para aí dinamizarem os seus espaços de venda e exposição, têm apenas que cumprir com rigor o regulamento que obriga ao uso exclusivo de indumentária, adereços e produtos da época recriada.

A artesã Sónia Oliveira é uma das 1 500 pessoas que assim se tornam figurantes do Mercado e, em declarações à Lusa, assumiu-se "cheia de fé" em relação a esta sua segunda participação no evento.

"É uma forma de promover o meu trabalho e ajuda a faturar qualquer coisa. Vim o ano passado pela primeira vez, só decidi participar três dias antes, pensei que não ia vender nada porque as feiras onde ando agora só me rendem 30 ou 40 euros e o facto é que, ao fim de dois dias, montes de gente andava com as minhas coisas e fiz meio salário sem dar por ela", explica.

Especialista em produtos de "algodão 100 por cento natural, como aventais, bonecas artesanais, sacos do pão e porta-moedas com fecho da avó", a jovem garante que os seus produtos registam "muita procura, porque as pessoas têm saudades das coisas de antigamente" e, no caso particular dos aventais de criança, "as mães acham graça a que as filhas os usem para as ajudar na cozinha". O ano passado, Sónia Oliveira esgotou todos os produtos que teve à venda - "só não vendi mais porque não tinha".

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