Julgamento adiado porque advogada foi mãe

O Tribunal de Estarreja adiou hoje para 2 de novembro o início do julgamento de um caso de "corridas ilegais" de automóveis na autoestrada A1, devido ao facto da advogada de um dos 17 arguidos ter sido mãe.

O juiz presidente do coletivo, Vítor Soares, deu conta do requerimento da advogada, pedindo o adiamento por período não inferior a dois meses, e explicou detalhadamente porque é que o julgamento só pode ter início a 2 de novembro. "Não será tão cedo como o Tribunal desejaria", comentou.

Ele próprio tem diligências marcadas até 19 de outubro, e, cabendo-lhe alternadamente a presidência do coletivo, nenhuma data anterior seria viável, pelo que marcou para 2 de novembro o início do julgamento, dia em que vão ser ouvidos os arguidos, e para 15 e 16 do mesmo mês a audição das testemunhas, sendo as alegações marcadas para a tarde de 16 de novembro.

Os 17 arguidos são acusados de condução perigosa, por alegadamente participarem em "corridas ilegais" que, durante dois anos, se fizeram entre os nós de Estarreja e Albergaria-a-Velha da A1, com carros transformados que atingiam altas velocidades.

Foram identificados em novembro de 2007 pela GNR, que apreendeu 13 automóveis transformados para aumentar a potência, após ter montado uma operação de vigilância com carros descaracterizados, que eram ultrapassados pelos "corredores" a uma velocidade superior a 200 quilómetros por hora.

As corridas realizavam-se habitualmente nas noites de domingo e juntavam centenas de espetadores, o que alertou a GNR, dado o movimento anormal na área de serviço de Antuã e na praça de portagens de Albergaria-a-Velha.

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