Comerciantes e trabalhadores contra mais estacionamento pago

Comerciantes e trabalhadores da cidade de Torres Vedras estão contra o alargamento do estacionamento pago na cidade, a implementar até março de 2014, por agravar os orçamentos familiares e a crise no comércio.

A medida "vem prejudicar o comércio, porque afasta as pessoas do centro da cidade, uma vez que no centro comercial têm estacionamento grátis", disse à agência Lusa Rita Silva, comerciante.

"Alargar o estacionamento pago na cidade só vem trazer mais crise ao comércio", disse Daniela Gomes, sendo a opinião partilhada também por Gualter Costa, ambos comerciantes, ao defender que são necessários incentivos que possam minimizar o impacto da medida.

A Câmara de Torres Vedras está a preparar, até final de março de 2014, a cobrança de estacionamento em toda a cidade, estando a substituir parquímetros antigos e a instalar novos em zonas que hoje não são taxadas, não só no centro histórico, mas também nas imediações da linha de comboio, do jardim do Choupal, do Parque Verde da Várzea e da clínica Cuf.

Contudo, vai manter gratuitos os 1.200 lugares do Parque Regional de Exposições e a primeira hora do estacionamento subterrâneo do mercado municipal e vai ter zonas para residentes, que vão pagar cinco euros durante dois anos para ficar com um lugar próximo de casa.

Conformada a deixar o carro mais longe do trabalho e a chegar meia hora mais cedo está Céline Rebelo, que discorda da medida. "Deslocar-me do parque da Expotorres é longe e é péssimo nos dias de chuva e pagar estacionamento implicaria gastar 65 euros por mês. De uma forma ou de outra, é um grande incómodo", afirmou.

Vânia Santos e Ana Santos, trabalhadoras na cidade, também não concordam e, para evitar esses incómodos, equacionam ter "mais uma despesa" e gastar 30 euros por mês num estacionamento privado. Ari Santos, trabalhador no comércio da cidade, também é de opinião contrária e teme que a medida possa agravar a crise e causar desemprego no setor, porque as "pessoas vão preferir ir ao centro comercial".

Contactada pela Lusa, a Associação Comercial e Industrial do Oeste remeteu para o final da semana uma posição, uma vez que vai reunir, depois de ter sido chamada pela autarquia a dar parecer. Para os não moradores mantêm-se as tarifas atuais: 0,30 euros na primeira hora, 0,60 euros na segunda e 1,50 euros na terceira. Segundo a Câmara, estima-se que permaneçam por dia na cidade entre dois a três mil automóveis.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG