"Cartaxo unido pelas escolas" quer evitar fechos

A Câmara do Cartaxo, sob a designação "Cartaxo Unido pelas Escolas" está a promover uma petição pública, prepara uma providência cautelar e uma manifestação frente ao Ministério da Educação, em Lisboa.

Todas estas iniciativas avançarão caso não seja atendido o pedido feito ao ministério para que mantenha a autorização especial que tem permitido o funcionamento das duas escolas do primeiro ciclo que quer encerrar no próximo ano letivo.

O presidente da Câmara Municipal do Cartaxo, Pedro Magalhães Ribeiro (PS), disse à agência Lusa que aguarda uma resposta ao pedido de autorização especial que fez em relação às escolas de Casais da Amendoeira e de Casais Lagartos, que de acordo com as exigências do ministério deverão encerrar no próximo ano letivo.

Caso a resposta não seja favorável, o município não vai baixar os braços tendo, para defender esta "causa", criado uma página no Facebook, iniciado a recolha de assinaturas para uma petição pública que, se necessário, leve o assunto ao parlamento, estando ainda a ser preparada uma providência cautelar e uma eventual manifestação.

As iniciativas, denominadas "Cartaxo Unido pelas Escolas", surgiram na sessão pública promovida pelo município no passado dia 29 de junho.

Pedro Ribeiro disse à Lusa que é também com "muita apreensão" que o município encara o encerramento de serviços de proximidade na Justiça, adiantando que a Câmara e a Assembleia Municipal aprovaram moções sobre a transferência de valências do tribunal do Cartaxo para o de Santarém.

Referindo as obras recentes realizadas no tribunal local, que passou a ter "excelentes condições", o autarca afirmou ser "particularmente preocupante" a saída do tribunal de Família e Menores.

"Sou a favor de uma reforma do sistema judicial, mas esta não serve os interesses das populações", disse, frisando que as mudanças devem ser no sentido de uma maior proximidade da Justiça aos cidadãos e não o inverso.

Também a área da Saúde levou o município a pedir, na passada sexta-feira, uma audiência ao ministro da tutela, não só pelas melhorias necessárias no centro de saúde e nas extensões de Valada e Vale da Pedra, mas também pelas muitas queixas dos munícipes em relação ao Hospital de Santarém, situação que Pedro Ribeiro está a acompanhar igualmente enquanto vice-presidente da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo.

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