CDS: resultados na Holanda revelam forte sentimento de pertença europeia

Pedro Mota Soares lembrou que o fenómeno dos populismos não é exclusivo da Holanda.

O deputado do CDS, Pedro Mota Soares, considerou hoje que a reeleição de Mark Rutte no cargo de primeiro-ministro da Holanda revela que continua a existir um forte sentimento de pertença europeia.

Em declarações à agência Lusa a propósito da vitória nas eleições de quarta-feira do partido VVD liderado pelo primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, o deputado do CDS disse que os resultados "expressam que continua a existir um forte sentimento de pertença europeia".

"Os partidos que apoiam a presença da Holanda na União Europeia e na Zona Euro têm uma votação muito expressiva e, nesse sentido, há uma derrota dos populismos, daqueles que levantavam muito a voz a favor da saída da Holanda da Zona Euro e da própria União Europeia", salientou.

Contudo, Pedro Mota Soares lembrou que o fenómeno dos populismos não é exclusivo da Holanda.

"O fenómeno dos populismos existe em muitos outros países, muitas vezes à extrema-direita, outras vezes à extrema-esquerda, mas que conflui exatamente no mesmo pensamento que é um pensamento protecionista contra o comércio livre, contra a união dos países exigindo um conjunto de barreiras e exigindo que muitos destes países saiam do euro e da União Europeia", explicou.

De acordo com o deputado do CDS, o fenómeno dos populismos existe em muitos países, mas também em Portugal.

"Nesse sentido temos de ter alguma preocupação por termos partidos que estão neste momento como base de suporte do governo [o PCP e o Bloco de Esquerda] que são muito críticos relativamente à União Europeia e nalguns casos defendem que Portugal devia sair da Zona Euro e isto também não é bom para o processo da construção europeia num momento tão delicado", disse.

Para Pedro Mota Soares, este é o momento de restabelecer a solidariedade entre muitos estados-membros e que neste momento não está a acontecer no quadro da União Europeia.

"Isto só se consegue com confiança e crença no projeto europeu e que hoje falta a tantos partidos que constituem a base de suporte do Governo", concluiu.

Os liberais do VVD, do primeiro-ministro holandês Mark Rutte, conseguiram 33 assentos nas eleições gerais de quarta-feira na Holanda, enquanto o candidato da extrema-direita ficou na segunda posição, com 20 deputados.

Segundo noticia a agência EFE, quando estão contados 95% dos votos, o Partido da Liberdade (PVV) de Geert Wilders, fica na segunda posição, com 20 deputados (13% dos votos), quando nas últimas eleições tinha conquistado 15 assentos parlamentares.

Os liberais do VVD continuarão a ser a formação mais votada (21% dos votos) e o seu líder, Mark Rutte, terá prioridade para tentar formar governo, embora tenha perdido oito deputados face às eleições de 2012.

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