Cavaco condecora português no Vaticano

Presidente da República distingue hoje, com a Comenda da Ordem Militar de Cristo, Monsenhor José Avelino Bettencourt, o luso-canadiano que chefia o protocolo da Secretaria de Estado do Vaticano

Cavaco Silva recebe hoje à tarde, em audiência, o luso-canadiano mais bem colocado no Vaticano, procedendo depois à sua condecoração com a Comenda da Ordem Militar de Cristo. Monsenhor José Avelino Bettencourt já era chefe de protocolo da Secretaria de Estado do Vaticano com Bento XVI e mantém-se no cargo com o novo Papa Francisco.

A condecoração foi proposta pelo Governo e entre os fundamentos está "a profunda dedicação ao seu país e o orgulho que sempre manifesta em ser português (apesar da condição de dupla nacionalidade)", indicou fonte da Presidência da República.

"Monsenhor Bettencourt sempre deu resposta às autoridades portuguesas quando lhe foi solicitado algum apoio no âmbito das suas funções", acrescentou a mesma fonte.

José Avelino Bettencourt nasceu nos Açores, na ilha de São Jorge há 50 anos, mas foi com a família para o Canadá, quando tinha apenas três anos. Foi neste país que entrou para a vida religiosa. Em 1995 foi para Roma estudar. Frequentou a Pontifícia Universidade Gregoriana, fez o doutoramento em Direito Canónico e depois concluiu na Academia Eclesiástica a formação para o serviço diplomático da Santa Sé.

O seu primeiro posto diplomático surge em 1999, quando é nomeado para a Nunciatura Apostólica na República Democrática do Congo, mas três anos depois voltou a Roma para trabalhar na Secretaria de Estado do Vaticano, onde em novembro passado foi nomeado pelo papa Bento XVI chefe de protocolo.

Nestes cinco meses em funções, 15 chefes de Estado já visitaram o Vaticano, houve a resignação de um papa, inédita em muitos séculos, um conclave e a chegada de um novo chefe da Igreja Católica.

Discreto, humilde e muito conceituado na Santa Sé, Monsenhor Avelino disse à Agência Lusa ter ficado muito sensibilizado e honrado com a distinção. Apesar da importância do cargo que ocupa, em Abril, num encontro com jornalistas portugueses em Roma, confessou que a missão mais importante da sua vida é "ser padre", e disse sentir-se agradecido por poder "servir a Deus" através do serviço direto ao Papa.

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