Caso das bofetadas. PSD chama João Soares ao Parlamento

Bancada "laranja" apresenta requerimento para ouvir ministro da Cultura, conselho regulador da ERC e diretora do jornal Público

O PSD recusa votar o caso das "bofetadas" ao esquecimento e apresentou esta sexta-feira um requerimento para que João Soares seja ouvido na Assembleia da República. A bancada social-democrata explica no documento que as afirmações do ministro da Cultura são "graves e inqualificáveis".

Segundo o requerimento dirigido à presidente da Comissão de Cultura Comunicação, Juventude e Desporto, a socialista Edite Estrela, as palavras de João Soares traduzem "uma enorme falta de respeito pela liberdade de expressão" e, em declarações aos jornalistas, o deputado "laranja" Pedro Pimpão reforçou a justificação da chamada do governante ao Parlamento dizendo que há uma "agravante" no episódio: João Soares tutela a comunicação social.

Como tal, os sociais-democratas solicitam que também o conselho regulador da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) e Bárbara Reis, diretora do jornal Público - onde escrevem os dois colunistas visados pelo ministro, António M. Seabra e Vasco Pulido Valente -, sejam ouvidos com o intuito de avaliar se existem ou não riscos futuros "condicionamento da liberdade de expressão".

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