Caso BPP: João Rendeiro enfrenta segundo julgamento

Ex-presidente do Banco Privado Português e mais quatro arguidos vão responder por falsificação de documentos e falsidade informática

Foi durante um "intervalo" dos interrogatórios da "Operação Labirinto" que o juiz Carlos Alexandre decidiu, ontem, levar a julgamento João Rendeiro, ex-presidente do Banco Privado Português (BPP), e mais quatro arguidos. Entre estes são Salvador Fezas Vital, Paulo Guichar, Fernando Lima e Paulo Lopes. Todos responderão pelos crimes de falsificação de documentos e falsidade informática. Este é o segundo processo relacionado com o BPP que será julgado.

Segundo a acusação da 9ª secção do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa, os ex-quadros do BPP são acusados de falsificar os registos contabilísticos do banco "com o propósito de conferir a aparência de um bom governo do BPP e manter os cargos de administração que exerciam, com o respectivo estatuto remuneratório, dos quais seriam afastados assim que o Banco de Portugal tomasse conhecimento das descritas condutas, como veio a ocorrer".

O julgamento decorrerá nas Varas Criminais de Lisboa, onde João Rendeiro, Salvador Fezas Vital e Paulo Guichar já estão a ser julgados por suspeitas de burla no caso da "Privado Financeiras", um veículo utilizado pelo BPP para participar num aumento de capital do Millennium BCP em 2008. O MP imputa aos arguidos a prática do crime de burla, considerando que os ex-administradores esconderam informação relevante dos investidores do veículo.

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