Bruxelas desmente "rumores" sobre influência de Schäuble para cancelamento da multa

Um jornal alemão disse ontem que o ministro alemão tinha tido "um papel decisivo" no desfecho da reunião em Bruxelas

A Comissão Europeia nega que tenha havido qualquer influência do ministro alemão das Finanças na decisão do colégio de comissários para que Portugal e Espanha não fossem multados, por não terem corrigido os seus défices no tempo devido.

A porta-voz do executivo comunitário, Mina Andreeva, garante que Jean-Claude Juncker "não teve qualquer contacto com o ministro Wolfgang Schäuble nos dias mais recentes". Andreeva realçou ainda que os dois comissários explicaram "as razões por trás da decisão que foi adotada por consenso".

Ontem, o jornal alemão Handelsblatt, avançava que o ministro alemão tinha tido "um papel decisivo" no desfecho da reunião do colégio de comissários que culminou no cancelamento das multas, referindo que o ministro terá feito contactos de última hora, ao mais alto nível, na comissão, que terão influenciado a decisão. Bruxelas nega.

Numa reação indireta às afirmações do presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, que se manifestou desapontado com a decisão, Mina Andreeva afirma que o conselho pode ainda tomar medidas, caso não esteja satisfeito com o cancelamento da multa.

"O conselho não está, claro, amarrado à recomendação da Comissão, mas pode até requerer uma multa até 0,2 por cento do PIB, no âmbito das regras europeias. Se alguém não concordar com o que a Comissão propôs pode obviamente emendar isso no conselho", disse a porta-voz.

A porta-voz disse ainda que na parte da multa a Comissão já fez o trabalho que lhe cabe e os argumentos são todos conhecidos: "Nós fizemos uma recomendação ao conselho e cabe agora ao conselho adotar, emendar ou rejeitar a recomendação", afirmou.

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