BPN: Madaíl, Roquete e Loureiro pagaram mais por acções

Um testemunha diz que Gilberto Madaíl, Dias Loureiro e José Roquette, bem como Abdul Vakil, compraram acções da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), no final de 2000, a mais do dobro do preço dos títulos adquiridos por Oliveira e Costa na mesma altura.

Paulo Jorge Silva, o inspector tributário de Braga e testemunha de acusação, revelou hoje no julgamento do caso BPN que o quarto aumento de capital da sociedade, ocorrido a 28 de Dezembro de 2000, foi "o mais fulcral negócio que houve dentro do grupo".

A testemunha acrescentou que "já naquela altura, havia grande necessidade de capital", tendo a operação de aumento de capital do banco sido concluída já em Janeiro de 2001, envolvendo três lotes distintos de acções, na quantidade máxima de 200 milhões de títulos.

No primeiro lote foram alienadas 108 milhões de acções, ao preço de um euro (1,00Euro) cada, às quais só tiveram direito de subscrição o presidente Oliveira e Costa, a SLN Valor - segundo a testemunha esta sociedade foi uma estratégia para que se fizesse o controlo da SLN SGPS - e mais duas sociedades ligadas ao grupo.

As 35 milhões de acções do segundo bloco foram vendidas a um euro e oitenta cada (1,80Euro), para quem já era accionista do grupo, e os 57 milhões de títulos do terceiro a um preço unitário de dois euros e vinte (2,20Euro), destinadas a novos accionistas.

Foi no terceiro lote, segundo a testemunha, que entraram para o grupo Abdul Vakil, que chegou a presidir a algumas das empresas do grupo, Gilberto Madaíl, presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Dias Loureiro, antigo ministro e ex-administrador do BPN, e o empresário José Roquette.

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