Berardo denuncia dívida de 500.000 euros ao museu

O investidor garantiu hoje à agência Lusa que está por saldar uma dívida de 500.000 euros ao museu com o seu nome, em Lisboa, e que é o único habilitado a avaliar o seu património.

"Dizem que estão todos em dia com as dívidas para com o museu, mas eu tenho uma carta da ministra (anterior) a dizer que os 500.000 euros que faltam - que estão em dívida, para aquisições - vão ser pagos até fim do segundo trimestre, ora o segundo trimestre já acabou", declarou Berardo.

O comendador afirmou compreender a "situação drástica do país", mas mostrou-se incomodado com a polémica em torno da avaliação da sua colecção. "Isto é de pessoas que entraram agora para a Cultura e não se deram à maçada de ler os documentos", afirmou.

Joe Berardo disse que já escreveu ao primeiro-ministro, Pedro Passo Coelho, mais do que uma vez, a última das quais na quinta-feira, tendo recebido resposta do próprio na sexta-feira à tarde a informar que o assunto será liderado pelo secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, e para marcar uma reunião.

"Vou mandar fazer uma reunião na segunda-feira", indicou.

A Secretaria de Estado da Cultura solicitou à leiloeira internacional Sotheby"s uma nova avaliação do acervo da Coleção da Fundação Berardo, avaliado pela Christie"s em 316 milhões de euros em 2006, antes da criação do museu.

Fonte do gabinete do secretário de Estado confirmou à Lusa a notícia avançada hoje pelo semanário Expresso, segundo o qual está em curso um pedido de reavaliação, que deverá estar pronta dentro de um mês, mas escusou-se a comentar que o objectivo seja "uma desistência do acervo", como escreve o jornal.

"A avaliação da colecção não lhes pertence a eles, aquilo ainda me pertence. Agora no fim da época, em 2016, se eles quiserem exercer a opção de compra, é que têm de fazer a valorização, nessa data, e ver se vale a pena exercer a opção ou não", justificou.

O empresário mostrou-se "surpreendido" como a forma como o assunto está a ser tratado: "Até parece que nunca tiveram experiência de gerir estas coisas. Se não sabem, devem ir a um advogado perguntar como se deve fazer, que é o que faço".

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