Basílio Horta: BPN é esqueleto no armário do PSD

O cabeça-de-lista do PS em Leiria desenterrou esta noite o caso BPN, dizendo que este é um "esqueleto no armário" do PSD.

Com o pretexto de explicar porque o défice do ano passado ficou em 9,1%, Basílio Horta passou pelos 5,5 mil milhões do BPN (para além dos 400 milhões do BPP e dos mil milhões dos submarinos) e afirmou: "Foram 5,5 mil milhões. Por onde anda esse dinheiro? Era engraçado se olhássemos para os 'offshores', nomeadamente o do Luxemburgo. Para usar uma expressão que o PSD gosta de usar - quantos esqueletos é que saíam do armário?".

Num fortíssimo ataque à liderança de Passos Coelho, o ex-fundador do CDS (que gritou, embora quase sem voz, vivas ao PS) falou de "ânsia de poder absoluto", de um partido "que se assume como gestor da 'troika'" e até citou (de forma livre) Manuela Ferreira Leite para defender o líder socialista: "Num dos intervalos da democracia que ela defendia, também querem correr consigo [José Sócrates] do país".

Depois de defender as políticas dos últimos seis anos - em que liderou a AICEP -, Basílio virou o discurso para o que acontecerá se o PS perder as eleições.

Primeiro, dizendo que o PSD "não merece nem pode governar o país em paz social". Depois dando um passo à frente nesta argumentação, ao rejeitar implicitamente um Bloco Central: "Vejo 'praí' muita gente que detesta ver o PS no Governo, mas que quando são interrogados dizem que é impensável que o PS não fique no próximo Governo. Será que querem que o PS vá avalizar as políticas suicidas que o [governo de direita] quer implementar?".

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