Bairrão pede auditoria à sua actividade na Media Capital

O gestor, que foi convidado para secretário de Estado Adjunto do ministro da Administração Interna, afirmou hoje que pediu uma auditoria à sua acção na Media Capital, empresa que deixou em Junho.

Bernardo Bairrão falava à SIC sobre as razões que o levaram a pôr o cargo à disposição e como se sentia relativamente ao facto de, presumivelmente, ter sido investigado pelo Serviço de Informações de Segurança (SIS).O jornal Expresso noticiou hoje que o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, pediu uma investigação a alegados negócios de Bairrão em Angola e no Brasil, o que o foi "categoricamente" desmentido pelo Governo.Na entrevista, o gestor reafirmou que declinou o convite "por razões pessoais" e defendeu que qualquer pessoa que venha a exercer funções governativas "deve ser escrutinado pela sua atuação no passado".Quanto ao seu passado Bernardo Bairrão afirmou-se "tranquilo" e só quer que as conclusões da presumível investigação "sejam claras e transparentes".Bairrão afirmou que exige "respeito" pelo seu "bom nome" pois é uma "pessoa idónea". "Se existiu investigação que publiquem as conclusões e acabem com as calúnias", exortou o gestor.À SIC o ex-responsável da Media Capital afirmou que nada tem a esconder e negou ter tido quaisquer negócios pessoais em Angola ou no Brasil. As suas ligações a Angola foram no âmbito das suas funções como administrador da Media Capital.Relativamente ainda a Angola referiu que apenas fez "uma consultadoria com José Eduardo Moniz a pedido de um amigo" sobre um canal televisivo.Bernardo Bairrão afirmou que pediu uma auditoria à sua atividade, o que foi aceite pela administração da Media Capital."Nunca me aproveitei da minha posição na Media Capital em proveito próprio, nem nunca favoreci terceiros", afirmou Bernardo Bairrão.Quanto à indisponibilidade para o Governo reforçou a justificação por "questões pessoais" e o "sacrifício que ia impor à família" mas também para não causar "mal estar ao Executivo" já que havia "questões disparatadas" que estavam a ser colocadas contra si.O gestor não deixou de criticar uma certa postura da política que "tende a agir em função de algumas aparências e pouco com o conteúdo".Bernardo Bairrão afirmou que nunca contactou diretamente com o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, mas que este sabia do convite formulado por Miguel Macedo.

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