Assunção Cristas concentrada na capital entrou pouco no 'bate boca' nacional

"Vamos trabalhar para crescer em mandatos, em vereadores, em deputados municipais, talvez em Câmaras, vamos ver. Vamos ver o que nos espera o dia 01, mas estamos animados", afirmou Cristas

A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, concentrou a campanha para as autárquicas na candidatura que protagoniza em Lisboa, que pontuou com algumas saídas sobretudo para o distrito de Leiria, entrando pouco no 'bate-boca' de temas nacionais.

Em clima de otimismo, mas sempre evitando quantificar objetivos nacionais e na capital, a líder centrista entusiasmou-se a meio da campanha autárquica com uma metáfora automobilística e disse que o partido está animado para que os seus presidentes de câmara deixem de caber num carro de cinco lugares.

"Vamos trabalhar para crescer em mandatos, em vereadores, em deputados municipais, talvez em Câmaras, vamos ver. Vamos ver o que nos espera o dia 01, mas estamos animados", afirmou Assunção Cristas enquanto visitava uma mostra de carros antigos em Lisboa, apontando para um automóvel "maiorzinho", a exceder os cinco assentos.

O CDS preside atualmente às Câmaras de Ponte de Lima (Viana do Castelo), Albergaria-a-Velha (Aveiro), Vale de Cambra (Aveiro), Velas (Açores) e Santana (Madeira).

Assumindo a concentração na candidatura da coligação "Pela Nossa Lisboa" (CDS-PP/MPT/PPM), Assunção Cristas vestiu a camisola de líder em algumas saídas, que no período oficial de campanha não incluíram o "penta" autárquico centrista - palavras do antigo líder Paulo Portas, quando em 2014 o partido cresceu de uma para cinco Câmaras.

Privilegiando o distrito de Leiria pelo qual tem sido eleita deputada, a presidente do CDS participou em ações de campanha em Pombal, Alcobaça, Alvaiázere. Só o apoio ao antigo cabo dos forcados amadores de Alcochete Vasco Pinto levou Cristas a outro distrito (Setúbal), dando visibilidade a uma coligação com o PSD em que o CDS lidera.

De olhos na capital, entrou pouco no 'bate boca' dos líderes nacionais, que decorreu sobretudo entre António Costa e Passos Coelho sobre Tancos, a lei da imigração e os méritos da subida da notação financeira portuguesa, bem como das contas orçamentais que correram no triângulo PS, BE e PCP.

Sobre o Orçamento do Estado para 2018, Assunção Cristas procurou descredibilizar o que chamou de 'leilão' das "esquerdas unidas" e desafiou o Governo a antecipar a divulgação do documento, que a lei determina seja entregue no parlamento até dia 15 de outubro.

Assunção Cristas contou com o apoio do ex-líder Paulo Portas, num abraço longo antes de um café bebido na pastelaria Mexicana no antepenúltimo dia de campanha.

Para trás ficou a aparição de um outro líder, Manuel Monteiro, que participou numa ação da lista à junta de Alvalade, que é encabeçada pelo presidente da Juventude Popular de Lisboa, Francisco Camacho, e tem como número dois Abel Matos Santos, porta-voz da nova tendência democrata-cristã no CDS "Esperança em Movimento".

Cristas não esteve presente, mas quando foi confrontada com a iniciativa, respondeu que todos os apoios são bem-vindos.

Em Lisboa, elegeu a habitação, ação social e mobilidade como os grandes temas e usou adereços a condizer: coletes refletores para distribuir panfletos entre os automobilistas e para colocar 'multas' surpresa com propostas do CDS nos para-brisas, capacete para andar de mota e chapéu de palha para apresentar, a bordo de um catamaran, propostas para a economia azul.

Mais Notícias