Autarca do CDS em Ponta de Lima apela ao "bom senso"

O único presidente de câmara eleito pelo CDS, em Ponte de Lima, afirmou hoje não entender a possível instalação de mais pórticos de cobrança de portagens no Alto Minho e apelou ao "bom senso" do Governo.

"Somos frontalmente contra a introdução de portagens e não percebo o porquê de se insistir numa decisão que, noutras situações, teve efeitos nefastos para as empresas, cidadãos e até para o Estado, fortemente prejudicado pela diminuição do trânsito", afirmou hoje à agência Lusa o autarca Victor Mendes, de Ponte de Lima.

Em causa está um documento que o Governo terá enviado à 'troika', sobre o corte anunciado nas parcerias público-privadas (PPP) rodoviárias, prevendo a introdução de mais 15 pórticos nas antigas vias SCUT (Sem Custo para os Utilizadores), citado por vários órgãos de comunicação social.

Destes novos pórticos de cobrança eletrónica de portagens, segundo o mesmo documento, cinco serão instalados no distrito de Viana do Castelo. São os casos da A28 (Viana-Caminha), com dois pórticos, e da A27 (Viana-Ponte de Lima), com três.

Além destes, prevê-se a instalação de mais dois na A28, entre Viana e Porto, antiga SCUT que já é portajada desde outubro de 2010.

"Numa altura de tantas dificuldades para cidadãos e empresas era necessário um apoio da administração central. Mas, afinal, o que acontece é exatamente o contrário", criticou o único presidente de Câmara eleito pelo CDS.

Recorde-se que o concelho de Ponte de Lima já é servido por uma autoestrada paga (A3).

"Vejo esta decisão, a concretizar-se, com muita tristeza porque representa uma machadada para o Alto Minho, daí apelar ao bom senso e inteligência do Governo para compreender o que está em causa. Somos solidários com o país mas quando o país tem folga os recursos ficam nas grandes áreas metropolitanas e são regiões como o Alto Minho que saem sempre prejudicadas", disse ainda.

Além do distrito de Viana do Castelo, Maia, Aveiro e Porto serão as regiões mais afetadas pela introdução de novas portagens, que poderão gerar até 70 milhões de euros de receitas.

Os troços entre Aveiro-Barra (na A25) e Miramar-Maceda (na A29) terão três novos pórticos e na concessão Grande Porto, o troço de Lousada na A42 também poderá passar a ser pago.

O documento prevê ainda a reintrodução de portagens na A3, entre o Porto e a Maia, e novas portagens na ligação Longra-Felgueiras, na A16 entre Alcabideche e Linhó e ainda no troço Ranholas-Lourel.

Segundo avança hoje o Diário Económico, o Governo prepara-se para introduzir novas portagens, colocando 15 novos pórticos automáticos de cobrança nas autoestradas nacionais, sobretudo do Norte de país e da Grande Lisboa.

Os jornais de hoje adiantam que a medida consta de um documento confidencial do executivo, entregue à 'troika' em novembro, durante a sexta avaliação do memorando de entendimento.

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