ASFIC pede demissão da direcção da PJ por "incapacidade"

A Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal (ASFIC) considerou hoje que a direcção da Policia Judiciária devia demitir-se, face à "incapacidade e falta de vontade para resolver os graves problemas" que atingem a instituição e aqueles funcionários.

Em conferência de imprensa, o presidente da ASFIC/PJ, Carlos Garcia, alertou que a PJ está a ser "vítima" do poder político e da "asfixia financeira" que vem desde 2006, e entendeu que a actual direcção da PJ - Almeida Rodrigues e Pedro do Carmo - "não reúne as condições para o exercício do cargo", pois "já não têm a confiança dos funcionários de investigação criminal que se sentem enganados e atraiçoados".

O dirigente da ASFIC, que fez hoje um balanço da greve às horas extraordinárias e suas repercussões no número de detenções, inquéritos e buscas, prometeu para breve "medidas de endurecimento drástico" da luta daqueles funcionários, justificando que "não é sustentável este estado de coisas na PJ". Para o efeito, irá apresentar ao ministro da Justiça novos pré-avisos de greve que, admitiu, poderão passar por greve ao trabalho burocrático e às prevenções ou por uma nova concentração.

"A PJ, tal como o país e os portugueses, está a ser vítima deste poder político", declarou Carlos Garcia, que admitiu que os funcionários podem estar a ser penalizados por serem eles que investigam "as Casas Pias, os Freeports, os Submarinos, os Portucales, as Faces Ocultas, os CTT, os BPP e os BPN, porque investigam a corrupção".

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