As prioridades de Cristas para Lisboa: mais transportes e estacionamento

Borlas para os lisboetas estacionarem na cidade fazem parte do programa de ação que a presidente do CDS apresenta hoje

A "mobilidade" na cidade de Lisboa é a primeira das cinco prioridades do programa de ação de Assunção Cristas para a cidade. O plano vai ser esta noite apresentado num jantar de lançamento da campanha - cujo lema é "pela Nossa Lisboa" - previsto para a Estufa Fria, no Parque Eduardo XVII.

As linhas fortes são, segundo confirmou ao DN o porta-voz oficial da candidatura, João Gonçalves Pereira, além da mobilidade, a "Intergeracionalidade", "Lisboa com Valor", Lisboa Cidade Criativa" e "Lisboa Segura e Limpa". Naquela que é considerada como "prioridade das prioridades" e que é a "melhoria da mobilidade da cidade", Assunção Cristas olha com especial atenção para o "trânsito, os transportes e o estacionamento". Em relação a este último promete "borlas" para os lisboetas: estacionamento gratuito em duas zonas (a da residência e outra à escolha) e 20 minutos em qualquer zona da cidade, além de apenas 50% do tarifário em todas as zonas de Lisboa. "A EMEL não tem estado ao serviço dos lisboetas, mas sim da própria câmara. Não se compreende porque uma empresa municipal não cuida dos residentes", sublinha João Gonçalves Pereira.

A candidata à governação de Lisboa pretende ainda proporcionar "um maior investimento" nos transportes públicos que possam servir de alternativa ao automóvel que enche a cidade e causa os recorrentes engarrafamentos. "Hoje em dia há uma clara constatação de todos de que Lisboa é uma cidade parada e isso acontece porque as pessoas são obrigadas a utilizar o seu carro, por não terem transportes de qualidade alternativos. A nossa ideia é, através de fundos comunitários, alterar essa situação". Para os centristas da capital "a política de mobilidade é sem dúvida o maior fracasso de Fernando Medina: deixámos de ter uma hora de ponta e passámos a ter dia de ponta, pois o trânsito está parado a todas as horas do dia".

Na "intergeracionalidade, dos 0 aos 100" Cristas levanta a bandeira centrista das políticas sociais. Para os mais novos, defende que todos os lisboetas possam colocar os seus filhos em creches públicas, da câmara ou protocoladas com instituições privadas. Os "seniores" podem contar da parte da coligação "pela Nossa Lisboa" com "políticas de envelhecimento ativo", através da criação de programas (desportivos, culturais, académicos) que possam ocupar os mais velhos e tirá-los do isolamento e solidão a que muitos estão condenados.

"Lisboa com valor", aposta na promoção da "economia, empreendedorismo, emprego e inovação", para que a cidade "não seja apenas para turistas e tenha empresas e crie trabalho". A "prioridade" para tornar a "cidade criativa" envolve a dinamização de programas de cultura, desporto, juventude e associativismo". Cristas quer também uma cidade "segura e limpa", com o reforço dos meios humanos e materiais para este setor.

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