Apifarma denuncia lista restritiva de medicamentos

O presidente da Associação da Indústria Farmacêutica denunciou hoje a existência de "listas restritivas" de medicamentos, elaboradas por vários hospitais do norte, que foram elaboradas com "critérios economistas".

João Almeida Lopes fez a denúncia na Comissão Parlamentar de Saúde, onde foi ouvido pelos deputados, perante os quais manifestou grandes preocupações com a iniciativa de 19 hospitais do norte que decidiram avançar para a compra centralizada de medicamentos com o objetivo de conseguir melhores preços junto da indústria.

Com vista a esta aquisição, os hospitais terão elaborado umas listas, nas quais alguns dos medicamentos são recomendados e outros eliminados, num processo que João Almedida Lopes classifica de "pouco transparente" e apenas com "objetivos economicistas.

Alguns destes medicamentos são os que mais contam na despesa dos hospitais com os fármacos: VIH/Sida e oncologia.

Para o presidente da Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma), esta ideia está "fora da ordem regulamentar das coisas em termos da saúde em Portugal".

As preocupações de João Almeida Lopes passam pelos riscos de serem criadas "algumas iniquidades em termos de tratamento de doentes, pelo fato de certas instituições poderem vir a restringir alguns esquemas terapêuticos nacionais".

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