Amante de golfe é suspeito de ter matado a mulher

Boa pessoa, amante de golfe e um compatriota a quem diversas famílias inglesas que moram em Alcalar, localidade perto de Portimão, entregavam a vigilância das moradias quando não estavam na região. Está acusado de homicídio.

O retrato que os vizinhos fazem de Nigel Jackson (59 anos), o homem que a Polícia Judiciária (PJ) deteve na noite de terça-feira e indiciou como suspeito de homicídio qualificado, depois de ter sido descoberto o corpo da mulher enterrado no quintal da residência do casal, não podia ser melhor.

Brenda Davidson (72 anos) estava desaparecida desde finais de novembro e foi o filho, que vive em Inglaterra, a alertar as autoridades britânicas para o facto de não ter noticias da mãe. O alerta passou para a Interpol que notificou a PJ a qual, depois de investigar e falar com Nigel Jackson que acabou por dar a localização do corpo da mulher.

Segundo apurámos, Nigel Jackson terá dito aos vizinhos que Brenda estaria em Inglaterra a cumprir um tratamento de saúde. À polícia disse que ela se tinha suicidado e que terá decidido enterrá-la no jardim.

O casal vivia no Algarve há cerca de dez anos, sendo que Brenda pouco saia de casa segundo relataram vizinhos ao DN. Já Nigel era mais conhecido. Não só por gostar de jogar golfe - o quintal da casa tinha várias bolas espalhadas -, como também como uma pessoa de confiança dos conterrâneos pois tomava conta das casas quando não estavam e, até, lhes cuidava dos jardins.

Esta quarta-feira, a PJ regressou à casa para efetuar perícias na tentativa de conseguir esclarecer as circunstâncias da morte da mulher.

Isto enquanto Nigel continuava à guarda da polícia, sendo que a sua apresentação a um juiz ficou agendada para esta quinta-feira de forma a ser submetido a um primeiro interrogatório judicial e, eventualmente, ser-lhe aplicadas medidas de coação.

Entre as situações ainda por explicar está o papel de uma mulher de cerca de 40 anos que, alegadamente, viveria no último mês na casa com Nigel Jackson. Identificada como uma alegada namorada, a mulher (que tem um filho e já estava separada do marido) ainda se encontrava na residência quando a GNR foi a primeira vez ao local depois do alerta da Interpol. Certo é que a partir desse momento nunca mais terá sido vista na zona.

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