Alunos consideraram prova de inglês "fácil de mais"

A parte escrita do exame de inglês, obrigatório para os alunos do 9.º ano, realizou-se esta tarde em milhares de escolas de todo o País. O DN esteve na Secundária José Gomes Ferreira, em Lisboa, e o sentimento era o de uma prova "muito fácil".

O facto do nível dos conhecimentos ser equivalente ao 7.º ano, nesta prova da responsabilidade do Cambridge English Language Assessment, foi um dos motivos apontados para o baixo grau de dificuldade.

"Foi demasiado fácil", admitiu Carlos Piedade. O aluno de 15 anos não pediu o certificado porque a equivalência era de um nível "ainda muito baixo". Aliás os próprios professores aconselharam a não pedir, disseram alguns estudantes.

Nesta escola, só quatro alunos (3 abaixo do 9.º ano e um do secundário) fizeram este exame, que tem sido muito criticado. O valor do certificado - 25 euros - obrigatório para quem não é do 9.º ano e facultativo para este ano de escolaridade é uma das principais críticas. A Fenprof considera mesmo que este acordo entre o Ministério da Educação e Ciência e o Cambridge é "um negócio". E para esclarecer os contornos deste acordo vai apresentar queixa na Procuradoria Geral da República.

O enunciado da prova não é público, mas os estudantes garantem que era muito acessível. Todo o exame foi preenchido a lápis para que as respostas pudessem ser lidas pelo sistema que vai passar a prova para computador, onde vai ser corrigida. Alguns estudantes ainda têm de realizar a prova oral para completar este teste de diagnóstico - o Key for Schools.

Os resultados devem ser divulgados a 3 de junho.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG