Alteração ao RSI pode justificar aumento de desempregados

O ministro da Solidariedade e Segurança Social considerou hoje que o aumento do desemprego em Portugal pode também ser explicado pela recente alteração feita pelo Governo ao Rendimento Social de Inserção (RSI).

De acordo com a informação mensal publicada hoje pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), o número de inscritos nos centros de emprego aumentou 24,5 por cento em junho, em termos homólogos, e 0,7 por cento face ao mês anterior, para 645.995 desempregados.

Assim, no final de junho encontravam-se inscritos nos centros de emprego do Continente e das Regiões Autónomas mais 127.250 indivíduos do que um ano antes. Face a maio, o número de desempregados aumentou em 4.733 pessoas.

Afirmando desconhecer os dados na globalidade e ressalvando que não é uma matéria que esteja sob a sua tutela, Pedro Motas Soares afirmou que "existiam cerca de 60 mil pessoas que estavam a beneficiar do RSI, que têm idade e capacidade para o trabalho e que não estavam inscritas nos centros de emprego".

"Dissemos que muito provavelmente iria acontecer o fenómeno de subida do número dos desempregados inscritos nos centros de emprego, mas entendemos que é muito importante, com toda a transparência, considerando que o RSI é uma prestação que tem direitos, mas também tem de ter deveres", continuou o ministro.

Para Mota Soares, um dos deveres essenciais é que "as pessoas façam uma procura ativa de emprego, estejam disponíveis para uma ação de formação profissional e isso implica estarem inscritos nos centros de emprego".

O ministro da Solidariedade falava aos jornalistas, em Lisboa, após ter participado num debate promovido pelo International Club of Portugal.

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