Alerta para fragilidade laboral dos portugueses com dor crónica

Os portugueses que padecem de dor crónica encontram-se numa situação de maior dificuldade no mercado de trabalho, alertou esta segunda feira o presidente da Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED), Duarte Correia.

O responsável explicou que, "sobretudo num cenário de crise como este" em que o país se encontra, "é natural que aqueles que sofrem de dor crónica sejam mais facilmente alvo de despedimento", uma vez que "não podem efetuar todas as funções ou as executam com maior esforço".

O médico sublinhou que em Portugal três milhões de pessoas sofrem de dor crónica, estimando que o Estado gasta por ano cerca de três mil milhões de euros com os portugueses que expressam esta patologia.

"Muito dinheiro podia ser poupado se os sindicatos e as entidades patronais chegassem a acordo sobre medidas preventivas e de adaptação das pessoas que sofrem de dor crónica nos seus locais de trabalho", argumentou, lamentando que "todos se entendam relativamente à semântica, mas não nos pormenores que fazem toda a diferença".

O reconhecimento da dor crónica como "uma doença grave e debilitante" por parte do Governo, dos decisores institucionais, dos profissionais de saúde e da população em geral "seria de extrema importância", defendeu.

A dor crónica é caracterizada como uma dor persistente ou recorrente, de duração igual ou superior a três meses, e/ou que persiste para além da cura da lesão que lhe deu origem.

A lombalgia crónica, a osteoartrose, as cefaleias e a artrite reumatoide são algumas das causas mais frequentes de dor crónica. Se a dor não for adequadamente tratada, a qualidade de vida das pessoas está gravemente afetada, podendo em muitos casos conduzir à incapacidade para o trabalho.

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