Alemanha vai pagar propinas a refugiados nas universidades portuguesas

A propina anual de um estudante refugiado pode ascender a sete mil euros

Um protocolo entre o Governo português e o alemão vai garantir que dois mil refugiados que estudarem em universidades portuguesas terão as propinas pagas por Berlim.

Segundo se lê esta quarta-feira no Diário Económico, atualmente há 150 refugiados a estudar em universidades e politécnicos em Portugal, mas o número pode ascender aos dois milhares, admitidos de forma faseada. A propina de cada estudante pode ascender aos sete mil euros anuais, por ser a mesma que é aplicada aos estudantes internacionais.

De acordo com o Económico, o acordo entre os dois governos ainda está a ser acertado, sem que tenha havido, para já, reuniões com as instituições de ensino superior. Ainda não foi decidido onde os alunos refugiados vão ser acolhidos nem qual vai ser a forma do seu alojamento.

Cada uma das instituições de ensino superior manifestou qual a sua disponibilidade para vir a acolher alunos refugiados, o que resultou nas duas mil vagas disponíveis para todo o país, embora ainda nada esteja definido a a fundo. Ao Económico, o presidente do Conselho de Reitores, António Cunha, disse que as instituições têm "capacidade para absorver" estes alunos. António Cunha assumiu que a integração destes alunos será um "desafio interessante" para as universidades.

Além de dois mil estudantes no ensino superior, Portugal vai receber cerca de mil estudantes nas escolas profissionais.

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