Acusação dos nove detidos chegou ao tribunal às 16:00

As acusações do Ministério Público contra as nove pessoas detidas na manifestação de quarta-feira, junto do parlamento, chegaram ao Tribunal de Pequena Instância Criminal de Lisboa, cerca das 16:00, disse hoje uma funcionária judicial.

Às 17:10, a mesma uma funcionária que uma juíza ia começar a ver os processos para decidir se levava ou não os arguidos a julgamento.

Os nove detidos, que respondem por desobediência, resistência e coação a agentes da autoridade e danos, eram para ser presentes ao juiz do tribunal de pequena instância a partir das 10:00, mas a inquirição foi adiada para as 14:15.

No entanto, às 16:40 a inquirição ainda não tinha começado. A lei estabelece que os detidos sejam presentes a tribunal num período de 48 horas.

Entre os nove detidos, todos do sexo masculino, com idades compreendidas entre os 20 e os 65 anos, encontram-se um italiano, tendo os restantes nacionalidade portuguesa, um dos quais é sindicalista.

Depois de detidos na quarta-feira, a polícia encaminhou-os para as esquadras de Penha de França, Calvário e Monsanto determinando que hoje fossem presentes ao juiz para julgamento ou aplicação de medidas de coação.

De acordo com fonte judicial, haverá processos diferentes, uma vez que entre os detidos estão, alegadamente, "dois profissionais de desacatos".

Segundo a polícia, 21 pessoas foram identificadas, entre as quais um menor.

O advogado de um dos detidos, Vasco Marques Correia, presidente do Conselho Distrital de Lisboa da Ordem dos Advogados, disse em declarações aos jornalistas que o seu cliente "foi detido ilegalmente e que assim permaneceu durante 13 horas quando a lei permite apenas seis horas".

De acordo com o advogado, o seu cliente ainda não sabe de que crimes é acusado, o mesmo acontecendo com os outros arguidos.

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