PR devia ter afastado Sócrates face a situação 'gravíssima'

O cabeça de lista do PSD pelos Açores, Mota Amaral, defendeu hoje, em Ponta Delgada, que a situação "gravíssima" em que o país se encontra teria justificado uma intervenção do Presidente da República (PR) afastando José Sócrates do poder.

"São circunstâncias gravíssimas que imporiam que tivesse havido um governo de gestão nomeado pelo Presidente da República, com a imediata demissão e afastamento do poder de José Sócrates e do seu governo", afirmou Mota Amaral. O cabeça de lista do PSD pelos Açores, que falava numa conferência de imprensa para apresentar o balanço da sua actividade na Assembleia da República, considerou que o PSD "tem todas as condições para vencer" as eleições de 5 de Junho. "É impossível voltar a confiar em quem lançou o desemprego para níveis astronómicos, arruinou o país e o colocou à beira da bancarrota", frisou.

No mesmo sentido, Berta Cabral, presidente do PSD/Açores, considerou que o executivo de José Sócrates "desgovernou o país", defendendo a necessidade de "mudar de rumo para que Portugal volte a merecer a confiança dos credores e dos parceiros internacionais". "Os juros continuam altos porque não há confiança neste governo, não há confiança em Portugal", afirmou. Relativamente ao trabalho desenvolvido pelos deputados açorianos do PSD, Mota Amaral e Joaquim Ponte, na Assembleia da República, o cabeça de lista social-democrata considerou que "cumpriu as obrigações". Nesse sentido, recordou que apresentaram um projecto de revisão constitucional que incluía "as principais reivindicações açorianas para a permanente modernização e dinamização da autonomia", além de terem apresentado "40 perguntas ao governo, delas constando 200 interpelações concretas sobre questões candentes para os Açores".

"A dissolução do parlamento impede-nos de interpelar formalmente o governo sobre a recente visita aos Açores do ministro da Defesa, deslocando-se em avião privativo, com custos significativos e utilidade mais do que duvidosa", salientou Mota Amaral. Sobre o facto de muitas das questões colocadas ao governo não terem sido respondidas, Joaquim Ponte considerou que o executivo "escuda-se no mutismo, violando as suas obrigações constitucionais de responder ao parlamento quando as questões o incomodam". "A remoção do poder do primeiro-ministro José Sócrates, seus colaboradores, apoiantes e beneficiados é um imperativo nacional de salvação pública e até de higiene democrática", defendeu o deputado social-democrata açoriano.

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