Acordo Ortográfico "no início de um ano lectivo"

O Acordo Ortográfico vai avançar nas escolas mas apenas "no início de um ano lectivo" e quando todos os recursos estiverem adaptados, declarou hoje a ministra da Educação, Isabel Alçada, escusando-se a indicar uma data concreta.

A governante falava à agência Lusa no Centro de Congressos de Lisboa, à margem da sessão de assinatura de nove protocolos para a qualificação no âmbito da Iniciativa Novas Oportunidades.

"O Acordo vai avançar nas escolas mas tem de avançar segundo um calendário seguro, para que haja uma adaptação dos recursos e uma informação clara sobre o assunto", afirmou Isabel Alçada, salientando a importância da "colaboração dos editores que publicam livros escolares".

Segundo a ministra da Educação, "quando o Acordo for apresentado como a nova forma de utilizar a Língua Portuguesa escrita" não pode haver "recursos que ainda não estão adaptados, professores que ainda não estão informados".

"Tudo tem de ser afinado mas isso exige estudo e exige tempo", acrescentou.

"Não pode acontecer o Acordo já estar em vigor e ainda estarmos a usar livros com a ortografia anterior", exemplificou a governante, assegurando também que a mudança terá sempre lugar "no início de um ano lectivo, nunca a meio".

Questionada pela Lusa sobre a hipótese de o Acordo entrar em vigor nas escolas em Outubro de 2010, Isabel Alçada escusou-se a dar garantias, alegando que nunca anuncia nada antes de estar feito.

"Não gosto muito de falar daquilo que está em curso, gosto de falar daquilo que está completado. Gosto de ser clara e, muitas vezes, quando um processo está em curso, a clareza não é possível", declarou, garantindo apenas que a tutela da Educação está a "trabalhar com as editoras" para agilizar o processo.

No que respeita à assinatura dos protocolos no âmbito das Novas Oportunidades, Isabel Alçada afirmou, durante a sessão, que o programa "testemunha que é possível flexibilizar a aprendizagem em Portugal, acolhendo todos aqueles que desejam prosseguir ou completar a sua formação".

"Sinto que o país encara hoje a formação de um modo muito mais positivo graças às Novas Oportunidades, iniciativa que permitiu estreitar o relacionamento entre a escola e o mundo do trabalho", declarou ainda a ministra.

Também presente na cerimónia, o secretário de Estado do Emprego e da Formação Profissional declarou que o programa Novas Oportunidades, "com um milhão de portugueses inscritos", é, em termos de volume, "a maior iniciativa de ensino e formação" em Portugal, "envolvendo centros de emprego, câmaras municipais, juntas de freguesia e várias empresas".

"Rompeu-se com a ideia de que a sociedade portuguesa não é muito qualificada", afirmou Valter Lemos, para quem "é preciso perseguir, de forma persistente, esta ideia de melhorar a qualificação das pessoas, sejam jovens ou adultos, activos ou não".

Na cerimónia de hoje, foram assinados protocolos com a Gelpeixe, a Eurest, os Inválidos do Comércio, a Ecosaúde, a Asprocivil, a Carrinho de Esferas, a CP - Comboios de Portugal, o grupo Impresa e a Delta Serviços, tendo os protocolos sido homologados pela ministra da Educação e pelo secretário de Estado do Emprego e da Formação Profissional.

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