"A hepatite C virou a minha vida do avesso. Foi muito bom ouvir: já existe acordo"

Paulo Oliveira tem 45 anos. Há oito anos que sabe que tem hepatite C. Confessa que viver com a doença é muito difícil. Os efeitos sentem-se todos os dias: cansaço, dores e varizes esofágicas

"A Emília ligou-me à noite a dizer. Ficamos sem palavras. Ela chorava de um lado, eu dizia que tínhamos de brindar com Champomy [espumante para crianças feito à base de maçã] porque não podemos beber. O meu pai, a família toda ficou muito contente. Eu... só vou chorar quando tiver o medicamento na mão", conta Paulo Oliveira. Tem 45 anos e hepatite C diagnosticada desde 2007. Espera que seja finalmente esta a sua vez ter a cura.

Emília é a presidente da SOS Hepatites, com quem tem partilhado as angustias dos últimos anos, a quem pediu ajuda, com quem desabafou muitas vezes. "A hepatite C virou a minha vida do avesso. Foi muito bom ouvir: já existe acordo. Sinto que estou mais perto. Esta batalha foi ganha, vamos ver como vai ser a guerra. Os médicos ficam com as nossas decisões, mas temos o problema da verba para os hospitais. Estou muito satisfeito, mas ao mesmo tempo há receio que as coisas não funcionem na prática", diz.

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