85% dos professores passou na prova de conhecimentos

Dos 10 220 professores contratados que fizeram a prova de avaliação de conhecimentos e capacidades (PACC), 1473 não conseguiram ter positiva. Estes não vão poder dar aulas no próximo ano.

Os resultados revelam ainda que a maioria dos docentes teve uma pontuação entre 70 e 79 pontos (numa escala de 0 a 100). Esta nota resulta das respostas a 32 itens de escolha múltipla (com uma vlor de 80%) e uma resposta extensa (que valia 20%).

Menos animadores foram os resultados na resposta extensa. Num texto que devia ter entre 250 e 350 palavras, 14,8% dos professores escreveram cinco ou mais palavras de forma errada. E em 30% das respostas registou-se um ou dois erros ortográficos, indica o Instituto de Avaliação Educativa (IAVE). Também neste item, 20,1% dos candidatos cometeu cinco ou mais erros de pontuação.

Os resultados da prova que gerou polémica foram hoje divulgados pelo IAVE. O Ministério da Educação e Ciência (MEC) descreve prova como "um passo importante na política de Governo para a melhoria do ensino" e para a "dignificação da função docente".

Para a tutela os resultados "permitem verificar a importância de uma avaliação como esta". Esta componente geral da prova pretende avaliar "capacidades básicas tais como o raciocínio lógico e a capacidade de comunicação em língua portuguesa".

O ministério lembrou ainda que devia ter-se realizado a componente específica de cada área de ensino. Cuja realização foi travada pelo "prolongamento de um diferendo jurídico provocado por alguns sindicatos".

Estavam inscritos para este exame 13 551 professores contratados com menos de cinco anos de serviço. Destes, apenas 10 220 acabaram por realizar a prova. O que à partida pode excluir dos concursos de contratação 3331 professores, já que quem não realizou a prova está impedido de concorrer. Os que não passaram este ano já não vão poder candidatar-se este ano, mas no próximo ano podem repetir o exame. Podem ainda concorrer este ano os profissionais que devido aos protestos ou por motivos excecionais (baixas ou licenças de maternidade) não conseguiram fazer a PACC em nenhuma das duas datas, indica o MEC.

A componente escrita da PACC realizou-se a 18 de dezembro e 22 de julho.

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