300 militantes não puderam votar na secção daTrofa

Cerca de três centenas de militantes da secção da Trofa não terão votado nas directas do PS por não terem as quotas pagas até 26 de Março, o que a autarca do PS considera "uma coisa maquiavélica".

Depois das eleições directas do PS, que reconduziram José Sócrates secretário-geral do partido, não se terem realizado na secção da Trofa há uma semana por não "haver chaves" das instalações onde iriam decorrer, a presidente socialista da Câmara da Trofa disse à Lusa que "cerca de 300 militantes foram hoje impedidos de votar". Joana Lima explicou que "o regulamento diz que as pessoas podem exercer o direito de voto, tendo as quotas pagas até ao momento do ato eleitoral que é hoje", realçando que "toda a vida" pagou as quotas no ato eleitoral. A autarca socialista garante que vai contestar a decisão da mesa junto da Comissão Organizadora do Congresso do PS, considerando a situação "uma coisa maquiavélica que acontece na altura em que o PS devia estar unido contra o PSD".

Joana Lima acusou "alguns caciques que sabem que não ganham nas urnas" de impedir os militantes de votar "quando as coisas apertam", acrescentando ter "a certeza que o secretário-geral do PS,[ José Sócrates,] não sabe disto que se está a passar". A socialista lembrou que ainda "não se conhecem os resultados finais das Mulheres Socialistas", sublinhando que "a Trofa é uma grande secção" e que "houve quem visse nesta brecha uma oportunidade". A candidata à reeleição da liderança das Mulheres Socialistas Manuela Augusto afirmou na quarta feira que o "apuramento provisório" aponta para a vitória da sua candidatura, contrariando o que foi divulgado pela candidatura de Catarina Marcelino, que também se reclamou vencedora.

"Ainda não há resultados definitivos, portanto, nenhuma das candidatas se pode declarar vencedora. Aguardamos que a comissão eleitoral valide os resultados provisórios, que foram anunciados, e ainda por cima há eleições ainda este fim-de-semana, designadamente na secção da Trofa, que é uma grande secção", afirmou Manuela Augusto à Lusa. A candidatura de Manuela Augusto divulgou na quarta-feira um comunicado para "repor a verdade" sobre o que tem sido veiculado acerca da "alegada vitória da Lista B em 17 federações do Partido Socialista". O "apuramento provisório aponta para a vitória da candidatura de Manuela Augusto", afirma-se no comunicado. Já José Sócrates obteve uma vitória clara nas eleições directas para o cargo de secretário-geral do PS, conseguindo mais votos expressos e mais delegados do que em 2009, anunciou a Comissão Organizadora do XVII Congresso Nacional do partido. Com 26.713 votos (93,3%), José Sócrates venceu as eleições, superando Jacinto Serrão, com 954 votos (3,33%), Fonseca Ferreira, com 728 (2,54%), e António Brotas, que reuniu 257 votos (0,9%).

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