Zorrinho diz que deixa a Alberto Martins um "balneário" mais fácil de liderar

O líder parlamentar cessante do PS, Carlos Zorrinho, manifestou-se hoje convicto que deixará ao seu sucessor no cargo, Alberto Martins, um "balneário" mais fácil de coordenar, numa alusão às diferentes sensibilidades existentes na bancada socialista.

Carlos Zorrinho falava aos jornalistas na Assembleia da República, após o secretário-geral do PS, António José Seguro, ter indicado Alberto Martins para lhe suceder na liderança da bancada socialista e de, simultaneamente, ter anunciado o seu nome para coordenador o Laboratório de Ideias e Propostas para Portugal (LIPP).

Interrogado se estava satisfeito com o facto de abandonar as funções de presidente do Grupo Parlamentar do PS, Carlos Zorrinho deu a seguinte resposta: "Tenho sempre o princípio de cumprir missões".

"Quando as missões que me são atribuídas são missões boas para o meu país fico satisfeito e entusiasmado por poder desempenhá-las. Há dois anos, quando aceitei ser líder parlamentar do PS, sabia que me esperava um desafio muito difícil", referiu o presidente cessante da bancada socialista.

Agora, dois anos depois, segundo Carlos Zorrinho, considera que esse desafio "foi desenvolvido com muito sucesso".

"Temos hoje um Grupo Parlamentar do PS que, mantendo a sua diversidade, é mais coeso. É igualmente essa coesão que dá [à bancada socialista] a capacidade de abertura fácil e de desenvolvimento do papel que tem pela frente. Parto para as minhas novas funções [coordenador do LIPP] com muito entusiasmo, já que há mais de cinco mil pessoas a trabalharem diariamente na formulação e consolidação da alternativa política. É mais uma vez um desafio muito difícil", advogou Carlos Zorrinho.

Há dois anos, quando assumiu as funções de líder parlamentar do PS, Carlos Zorrinho disse que não tinha um "balneário" fácil, numa alusão às diferentes sensibilidades existentes no Grupo Parlamentar do PS.

Questionado se deixa ao seu sucessor na liderança da bancada do PS, Alberto Martins, um balneário mais fácil, o presidente do Grupo Parlamentar do PS disse estar convicto que sim.

"As relações humanas, as relações de lealdade, a compreensão da diversidade do grupo parlamentar e a aceitação dessa diversidade é hoje mais forte do que há dois anos", defendeu Carlos Zorrinho, adiantando que, a partir da próxima semana, se deverá sentar na penúltima fila da bancada socialista.

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