Zorrinho desafia maioria a aprovar propostas do PS

O líder parlamentar do PS afirmou hoje que se a maioria PSD/CDS quer "verdadeiramente" consensos deve aprovar as propostas socialistas, em vez de as chumbar sistematicamente, numa resposta a declarações do presidente da bancada social-democrata.

"Mais importante do que palavras, para haver consenso, o mais importante são os atos (...). E por isso a questão é muito simples. Acho que já não vale a pena mais troca de palavras, o que é preciso é atos. Se verdadeiramente a maioria quer consensos com o PS, então tem de manifestar nos seus atos esses consensos aprovando as propostas que fazemos no sentido de termos uma política mais próxima dos interesses do país, das famílias e das empresas", disse Carlos Zorrinho.

O líder parlamentar socialista falava aos jornalistas no Parlamento e comentava desta forma declarações feitas um pouco antes por Luís Montenegro, em que o presidente da bancada social-democrata lamentou a forma como decorreu a apresentação do Documento de Estratégia Orçamental (DEO), mas considerou que isso não é razão para o PS falar em "quebra de consenso".

Luís Montenegro alegou que o PSD tem feito "um grande esforço para manter o PS no centro das grandes reformas que o país está a empreender", tem feito "um apelo muito grande de disponibilidade" e "até alguma contenção verbal, que não é acompanhada da parte do PS, diga-se de passagem".

Na sua opinião, o PS é que não tem procurado uma "aproximação de posições", pelo contrário, tem tido uma atitude de "ou é assim ou não há consenso" em matérias como a política europeia e "noutras pura e simplesmente não apresenta propostas e mantém-se completamente à margem", como na reforma do poder local.

Para Carlos Zorrinho, "o país e o Partido Socialista já estão a ficar um pouco cansados destas lágrimas de crocodilo que sistematicamente vão sendo apresentadas pelo PSD". E reiterou que os atos são mais importantes do que as palavras, enumerando a seguir uma série de propostas que o PS apresentou no Parlamento e foram rejeitadas pela maioria.

Entre as propostas que referiu está a resolução para um ato adicional ao tratado orçamental europeu para o crescimento e o emprego e a lei "que substituía com grande benefício" a lei dos compromissos, "garantindo o controlo das dividas e não asfixiando a economia como a lei dos compromisso está a asfixiar", como revelam "as reações dos hospitais, das autarquias e de todos aqueles que a estão a aplicar", acrescentou.

A maioria chumbou ainda, referiu Zorrinho, "o conjunto de medidas para baixar a fatura na energia" que o PS propôs e só viabilizou algumas das dez medidas que os socialistas apresentaram "para melhorar o Código do Trabalho", e "não foram as essenciais".

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