"Única coisa que pusemos na gaveta foi a bancarrota"

Líder da distrital de Lisboa reafirma matriz social-democrata do partido e renova recados aos críticos internos e também ao PS.

"Outros, por tesouraria, puseram o socialismo na gaveta. Nós a única coisa que pusemos na gaveta foi a bancarrota, nunca a social-democracia." Foi desta forma que Miguel Pinto Luz, presidente do PSD/Lisboam terminou este sábado a apresentação da moção "Um caminho para o futuro", numa intervenção marcada pelas críticas ao excesso do peso do Estado ou do debate recorrente em torno do défice orçamental e da dívida pública.

E reforçou numa sala do Coliseu dos Recreios ainda pouco preenchida: "Governamos para as pessoas, não para a ideologia dos outros ou para a Constituição. Isso é socialismo." Num recado para dentro e fora de portas, o dirigente 'laranja' assinalou ainda: "Quando queremos ofender as pessoas chamamos-lhe liberais. E quando queremos mesmo magoar os seus sentimentos acrescentamos o prefixo 'neo'."

Daí às farpas à esquerda foi um instante: "Reúnem-se em conclave na Aula Magna e mandam alguém cantar a Grândola, Vila Morena, mas se reformar o País tiver de passar reconfigurar o Estado Social, definir um teto máximo para as pensões e confrontar as caducas corporações de interesses, pois que seja."

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