Torre do Tombo disposta a conservar avião de Camarate

O arquivo nacional da Torre do Tombo manifestou disponibilidade para conservar e valorizar os destroços da aeronave que caiu em Camarate a 4 de dezembro de 1980, vitimando o então primeiro-ministro Francisco Sá Carmeiro e ministro da Defesa Adelino Amaro da Costa.

Num ofício dirigido à comissão parlamentar de inquérito à tragédia de Camarate, o ministério da Justiça lembra que existem bens apreendidos aos quais importa dar destino, nomeadamente os destroços da aeronave.

De acordo com o documento, a que a Lusa teve acesso, "obteve-se a disponibilidade" da Direção-Geral do Livro, Arquivos e Bibliotecas "para que a conservação do material e a sua valorização enquanto fonte de informação relevante fique a cargo da Torre do Tombo".

Face à "importância de que se reveste a decisão sobre os objetos apreendidos" e "tendo em vista a sua adequada conservação e valorização" o ministério da Justiça decidiu questionar a comissão de inquérito no sentido de "procurar solução ajustada para a preservação" dos destroços da aeronave.

Na reunião de hoje, o presidente da comissão de inquérito, José de Matos Rosa, referiu a existência de um ofício sobre o destino dos destroços do avião mas a possibilidade de o material ser conservado e valorizado pela Torre do Tombo não foi abordada.

Matos Rosa propôs a manutenção do material "pelo menos até ao fim da comissão" e os deputados deverão voltar ao tema mais próximo do final dos trabalhos.

O processo judicial sobre o caso Camarate prescreveu em setembro de 2006, mas os destroços do avião mantém-se à guarda do Tribunal de Loures.

A 10ª comissão de inquérito ao caso Camarate visa averiguar as "causas e circunstâncias" em que, no dia 04 de dezembro de 1980, ocorreu a morte do primeiro-ministro, Francisco Sá Carneiro, do ministro da Defesa Nacional, Adelino Amaro da Costa, e dos seus acompanhantes.

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