Tiago de Matos Gomes: "Lisboa vive uma situação grave de má gestão do espaço público"

O candidato à presidência da Câmara Municipal de Lisboa pelo Volt - partido nascido na Alemanha e que defende o federalismo europeu, formalmente reconhecido como partido em Portugal em junho de 2020 - defende que o espaço público da cidade "não está de acordo com a exigência de uma capital europeia".

Vive em Lisboa?

Vivo.

Em que bairro?

Na Estrela.

Se for eleito presidente da Câmara Municipal de Lisboa, qual é a primeira coisa que muda na cidade?

A nossa ideia de cidade é trazer qualidade de vida aos lisboetas e, para nós, qualidade de vida é qualidade do espaço público. Portanto, as nossas primeiras medidas serão obviamente nesse sentido, de melhoria do espaço público da cidade que achamos que não está de acordo com a exigência de uma capital europeia.

O concelho de Lisboa ganha ou perde pelo facto de ser simultaneamente a cidade capital e sede do governo?

Ganha e perde, tem os dois lados da moeda. Ganha porque ganha visibilidade porque é a capital do país e porque atrai investimento por ser a capital e por ser a sede do governo - mesmo a nível de negócios, de conferências, etc.. Por outro lado, perde porque toda a concentração numa cidade que ainda por cima não é assim tão grande quanto isso - demasiada concentração de serviços prejudica também a forma como os lisboetas podem viver a cidade.

O que é que não pode prometer aos lisboetas?

Não vou prometer nada aos lisboetas, aquilo que digo aos lisboetas e que vou dizer aos lisboetas é que podem contar connosco para apresentar propostas concretas para a melhoria da sua qualidade de vida na cidade. E que os queremos envolver na tomada de decisão das propostas que fazemos. E, portanto, aquilo que diria não dizendo que prometo, é dizer que quero envolver os cidadãos, quero envolver os lisboetas nas decisões da cidade de Lisboa.

Se for eleito presidente da Câmara Municipal de Lisboa é um meio ou um fim na sua vida política?

Não estou a pensar na minha carreira política. Candidatei-me a presidente da Câmara de Lisboa para fazer propostas concretas e melhorar a vida dos cidadãos. Penso que Lisboa neste momento vive uma situação grave de má gestão do espaço público. Foram feitos demasiados erros. Só para dar um exemplo: a construção do hospital em Alcântara destruiu duas vistas emblemáticas da cidade de Lisboa. Queremos fazer um caminho contrário ao que foi feito na gestão de Fernando Medina. Queremos devolver a cidade aos cidadãos, e para isso, queremos envolver os cidadãos na tomada das decisões para não cometer os erros que foram cometidos no passado.

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