"Temos de nos preparar para sair do euro"

Uma saída desordenada de Portugal do euro, "empurrado pelos outros", seria uma "catástrofe", afirma ao DN o deputado João Oliveira, líder parlamentar do PCP. Por isso é preciso controlar "o calendário e as condições".

Europa. Na Espanha e na Grécia vê-se que o descontentamento com as políticas públicas levaram a um grande enfraquecimento dos partidos socialistas desses países, o PSOE e Pasok, com crescimento de forças alternativas à sua esquerda. Cá as sondagens revelam o panorama habitual, um PS forte. Como é que explica a incapacidade cá, à esquerda do PS, de surgirem fenómenos agregadores como o Syriza?

Cada país tem a sua realidade e as suas dinâmicas próprias. E os quadros partidários não são imutáveis. Nem na Grécia, nem em Espanha, nem em Portugal. O que resulta muito claro na Grécia é uma vontade muito grande de exigir uma mudança - e uma mudança rompendo com as políticas até agora seguidas. Julgo que é um erro desligar o resultado na Grécia das lutas sociais que se desenvolveram ali nos últimos anos. Em Portugal, os portugueses travaram uma luta intensíssima contras as políticas da troika e muitas circunstâncias. Se não tivesse sido essa luta, essas políticas teriam ido mais longe. Nas próximas legislativas vamos ver. Mas nas eleições europeias tivemos uma expressão muito significativa do que é o descontentamento dos portugueses [a coligação PSD-CDS ficou-se pelos 27,7%].

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