TC deu "álibi" para medidas no privado

A decisão do Tribunal Constitucional (TC) sobre o corte nos subsídios dos funcionários públicos e pensionistas dá um "álibi" ao Governo para tomar medidas sobre o sector privado em 2013, defendeu Marcelo Rebelo de Sousa.

O comentador afirmou esta noite de domingo, na TVI, que a decisão "beneficia" e "desentala" o Governo que estava com um défice superior ao esperado. "Não há melhor do que dizer que a culpa de medidas penalizadoras não é dele", comentou.

Marcelo acrescentou que Passos Coelho tem agora o caminho aberto para um mix de medidas: "Por um lado, cortar despesas de funcionamento. O primeiro-ministro já veio falar em cortar saúde e educação, mas pode também cortar em instituições, mandando pessoas para o desemprego. Noutra parte, pode cortar nos subsídios. Em relação ao privado tem de cortar qualquer coisa, mas pode ser menos do que no público."

A dois dias da greve dos médicos, Marcelo deixou ainda duras críticas ao ministro da Saúde, Paulo Macedo, acusando-o de conduzir mal o processo político. O comentador disse que o ministro foi "arrogante" e que foi "pouco inteligente" quando falou numa requisição civil.

"Esqueceu-se que não há nenhum Governo que consiga ganhar braço de ferro quando tem do lado de lá todos os médicos", acrescentou.

Os sindicatos também não escaparam às críticas. Marcelo considerou "excessivo" e "desproporcional" o recurso a uma greve geral de dois dias.

O comentador pediu "juízo" às duas partes e notou que quem lucra com uma greve no Serviço Nacional de Saúde são os privados

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