Socialistas açorianos não se sentem "obrigados" a aprovar Orçamento para 2022

"Não nos sentimos obrigados a aprovar um Orçamento e Plano de investimentos que não dão uma resposta positiva e que não são bons para os Açores", diz deputada do PS

A deputada Ana Luís disse esta quinta-feira que os socialistas não se sentem "obrigados" a aprovar um Plano e Orçamento para 2022 que não é "bom" para os Açores nem dá uma "resposta positiva" aos açorianos.

"Neste momento, estamos numa fase de avaliação dos documentos, mas obviamente que não nos sentimos obrigados a aprovar um Orçamento e Plano de investimentos que não dão uma resposta positiva e que não são bons para os Açores", afirmou Ana Luís.

A deputada integrou a comitiva do PS/Açores que reuniu esta quinta-feira com a presidente do Conselho de Administração do Hospital do Divino Espirito Santo, em Ponta Delgada, uma "iniciativa pública" realizada no âmbito das jornadas parlamentares do partido para análise e debate do Plano e Orçamento para 2022, tendo manifestado a sua "profunda preocupação com o desinvestimento plasmado nos documentos".

A parlamentar referiu que este fator, "associado à análise da execução até setembro de 2021, demonstra que, para a área da saúde, principalmente em ações tão importantes como o apetrechamento e modernização das instalações do Serviço Regional de Saúde, a sua capacitação, o planeamento e investimento em recursos humanos, os níveis de execução são na ordem dos 1% e, em outros casos, de 1,4%".

Ana Luís sublinha a "falta de credibilidade" dos documentos, pois o Governo Regional "contradiz claramente aqueles que foram os compromissos assumidos, que seria dotar a saúde de orçamentos robustos e pagar as dívidas a fornecedores em dois anos".

A deputada da oposição considerou "urgente dar resposta aos utentes de forma eficaz e atempada", devendo transmitir-se "uma imagem de tranquilidade para que haja confiança em quem procura os serviços de saúde disponíveis pela região".

A socialista disse que, em termos de consultas, da recuperação do serviço assistencial e da realização dos meios complementares de diagnóstico, a par das cirurgias, "esta resposta não está a ser dada através da canalização de energias, esforços e as verbas necessárias".

Referindo-se especificamente à reunião com a presidente do Conselho de Administração do Hospital do Divino Espirito Santo, a parlamentar referiu que foram "demonstradas preocupações não só a nível da prestação de serviços, mas também de algumas questões laborais e, particularmente, a prestação de cuidados de saúde na oncologia, um serviço fundamental".

Ana Luís frisou que a "instabilidade que se vive [no Hospital do Divino Espirito Santo] claramente não é um benefício para a unidade e para os seus colaboradores, os utentes e administradores".

A deputada lamentou que, no serviço de oncologia, onde existe uma lista de espera para consultas há vários meses, o secretário regional da Saúde e Desporto tenha decidido abrir um inquérito, uma vez que "esta não é a forma de resolver estas situações, colocando em causa os trabalhadores e os utentes".

A socialista concluiu que, em função das informações prestadas pelo Conselho de Administração, o PS/Açores "sai efetivamente preocupado" deste encontro.

A Assembleia Legislativa Regional aprecia o Plano e Orçamento do Governo dos Açores para 2022 entre 22 e 25 de novembro.

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