Sem maioria, sem empate: PAF com 38%, PS fica-se pelos 32%

Sondagem coloca coligação Portugal à Frente à frente da intenção de voto dos inquiridos, contra 32% do PS. CDU e BE obteriam 9% cada um.

Se as eleições legislativas fossem hoje, a coligação Portugal à Frente (PAF) ganhava com 38% dos votos dos inquiridos, contra 32% do PS. CDU e BE obteriam 9% cada um, segundo a sondagem realizada pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica Portuguesa (CESOP) para o DN/JN/Antena 1/RTP.

Fora da margem de erro, para os socialistas sonharem com o empate técnico, e longe da maioria absoluta, para PSD e CDS sonharem com uma governação em que não dependam de mais nenhuma força política. Tudo somado: na noite de 4 de outubro, a indefinição promete instalar-se. Depois de ter dito que sabe muito bem o que fazer no pós-eleições, o Presidente da República indicou esta quinta-feira que não estará nas comemorações do 5 de Outubro, na manhã seguinte às legislativas.

Na intenção direta de voto - em que 15% não sabe em quem votar, 10% garantem que não irão às urnas e 2% se recusam a responder -, a PAF recolhe 28% dos votos dos inquiridos, o PS 23% e a CDU e o BE 7% cada. Com trabalho de campo, extrapolados os indecisos (com base apenas nas intenções de voto dos inquiridos que disseram que iam votar "de certeza" ou "em princípio") chega-se à estimativa dos resultados eleitorais antes indicada.

Entre os partidos sem representação parlamentar mais vezes citados estão o PAN com 1%, o PCTP/MRPP com 1%, o PDR (0,7%) e o Livre (0,6%). A estimativa dos resultados eleitorais aponta para 1% para cada uma destas quatro forças, com todos os outros partidos a ficarem abaixo de 1%. Os brancos e nulos são 4% na intenção direta de voto, 5% na estimativa de resultados.

Nesta sondagem, diminuiu o número de indecisos e de recusas, o que poderá ser explicado pela alteração de método usado. Até aqui, nas tracking polls diárias, o voto era por telefone e nesta sondagem é por voto em urna. A aproximação da data das eleições também poderá ter contribuído para este facto.

Estas estimativas propostas apontam um dado relevante: o limite mínimo (36,1%) do intervalo da coligação (36,1%-39,9%) é superior ao limite máximo do PS (33,8%, de um intervalo que se fixa entre 30,2%-33,8%). Traduzido: a sondagem não admite a possibilidade de o PS ter, à data da inquirição, mais intenções de voto do que a PAF.

Ficha técnica

Esta sondagem foi realizada pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica Portuguesa (CESOP) para a Antena 1, a RTP, o Jornal de Notícias e o Diário de Notícias entre os dias 26 e 27 de setembro de 2015. O universo alvo é composto pelos indivíduos com 18 ou mais anos recenseados eleitoralmente e residentes em Portugal Continental. Foram selecionadas aleatoriamente quarenta e cinco freguesias do país, tendo em conta a distribuição dos eleitores por distritos. A selecção aleatória das freguesias foi sistematicamente repetida até os resultados eleitorais das eleições legislativas anteriores nesse conjunto de freguesias (ponderado o peso eleitoral dos seus distritos de pertença) estivessem a menos de 1% dos resultados nacionais dos cinco partidos mais votados. Os domicílios em cada freguesia foram seleccionados por caminho aleatório e foi inquirido em cada domicílio o mais recente aniversariante recenseado eleitoralmente. Foram obtidos 3302 inquéritos válidos, sendo que 59% dos inquiridos eram do sexo feminino, 27% da região Norte, 20% do Centro, 32% de Lisboa e Vale do Tejo, 13% do Alentejo e 8% do Algarve. Todos os resultados obtidos foram depois ponderados de acordo com a distribuição da população com 18 ou mais anos residentes no Continente por sexo e escalões etários, na base dos dados do INE, e por distrito na base dos dados do recenseamento eleitoral. A taxa de resposta foi de 67%*. A margem de erro máximo associado a uma amostra aleatória de 3302 inquiridos é de 1,7%, com um nível de confiança de 95%.

* A taxa de resposta é estimada dividindo o número de inquéritos realizados pela soma das seguintes situações: inquéritos realizados; inquéritos incompletos; não contactos (casos em que é confirmada a existência de um inquirido elegível mas com o qual não foi possível realizar a entrevista); e recusas.

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