Seguro recusa política que pactua com suspeitas

O secretário-geral do PS, António José Seguro, defendeu hoje uma forma "construtiva" de fazer política, ao serviço dos portugueses, declarando "não pactuar com suspeitas, quando está a ética republicana em causa".

"Eu sei que há outras oposições do bota-abaixo, dizem mal, mas não apresentam soluções, essa oposição não mora aqui", declarou o líder socialista num jantar com militantes e candidatos no concelho do Porto Moniz, no norte da ilha da Madeira.

"Aqui mora uma oposição construtiva que olha para os problemas dos portugueses e que apresenta soluções concretas, que olha para o país e põe a política ao serviço dos portugueses, que eleva a forma como se faz política, não pactuando com suspeitas, quando está a ética republicana em causa e nunca, mas nunca, virando as costas àquilo que é a nossa maior responsabilidade", afirmou.

Mais uma vez o responsável do PS defendeu que é preciso "mudar a forma como se faz política", criticou a "política de cortes" seguida pelo Governo, designadamente nas pensões e reformas dos portugueses, reforçando que o partido votará contra a proposta na Assembleia da República, admitindo que poderá pedir a fiscalização do Tribunal Constitucional do diploma, caso seja aprovado, e comprometeu-se a revogar logo que seja responsável pelo executivo nacional.

António José Seguro acrescentou que "esta política de cortes não resolve nada e tem conduzido ao empobrecimento do país", tendo como consequência o regresso dos portugueses à emigração, "40 anos depois de recuperada a democracia".

"Este Governo não aprendeu com a realidade (...) não aprendeu nada ao longo destes dois anos", disse o líder socialista, acrescentando entender que o executivo da coligação "entrou em agonia", é o "fator de maior instabilidade política e tem no coração [do Governo] ministros fragilizados".

"A nossa responsabilidade é impedir que a agonia deste Governo se transforme na agonia de Portugal", declarou.

António José Seguro realçou que o partido vai fazer uma "oposição construtiva", salientando que o PS "não está à espera de eleições para apresentar propostas", voltando a defender a redução da taxa do IVA na restauração de 23 para 13.

O líder socialista sustentou que já se "nota uma onda e vontade de mudança" na Madeira, instando que os candidatos às eleições autárquicas de 29 de setembro nesta Região têm a "dupla responsabilidade", a de "minorar o sofrimento dos madeirenses e porto-santenses" e a de "reconciliar os cidadãos com a política".

Por esta razão, António José Seguro insistiu que os candidatos "só devem prometer o que possam cumprir", argumentando que "mais vale perder uma dúzia de votos do que criar mais desilusão e afastamento do cidadãos da vida política".

O secretário-geral do PS terminou esta noite uma visita de dois dias à Madeira, a quinta deslocação à Região em dois anos, as últimas quatro como líder nacional do partido, numa manifestação de apoio às diferentes candidaturas - algumas das quais encabeçadas por independentes -, às eleições autárquicas de 29 de setembro.

António José Seguro esteve na sexta-feira à noite num comício na ilha do Porto Santo e hoje teve um encontro com os elementos das candidaturas no Funchal, Machico e Porto Moniz.

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