Seguro "não acredita" na palavra do primeiro-ministro

Secretário-geral do PS atacou Governo e Passos Coelho por terem optado por uma "estratégia de baixo nível" no debate quinzenal, em vez de "esclarecerem portugueses".

Falando aos jornalistas, nos Passos Perdidos - após um debate quinzenal em que desta vez não houve quaisquer apelos ao consenso vindos da bancada do Executivo -, António José Seguro foi violento no ataque: "Não acredito na palavra deste Governo e deste primeiro-ministro. Só me pronunciarei quando vir em concreto as decisões deste Governo e deste primeiro-ministro", afirmou, referindo-se aos cortes previstos para o Documento de Estratégia Orçamental, que Passos Coelho prometeu divulgar até ao final do mês.

O líder do PS lamentou em seguida a estratégia de Passos Coelho e das bancadas da maioria no debate quinzenal, em que o primeiro-ministro acusou Seguro de ter defendido um segundo resgate. "É uma declaração que nunca proferi", rebateu o socialista.

Sobre a sua disponibilidade para compromissos com o Governo, o secretário-geral do PS contou um episódio. "No ano passado, o primeiro-ministro telefonou-me pedindo a ajuda do Partido Socialista para que, no Parlamento alemão, o SPD pudesse votar a favor do alargamento das maturidades. Coisa que imediatamente fiz", por estar em causa "o interesse nacional".

Mas Seguro recordou que o ministro das Finanças de então, Vítor Gaspar, só pediu o alargamento para cinco anos, contrapondo com o Governo irlandês que terá pedido 15 anos - a Europa cedeu em sete anos e meio. "É assim que se defende os interesses do nosso país?", questionou.

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