Seguro diz que Passos mudou sobre financiamento à economia

O secretário-geral do PS afirmou hoje que o primeiro-ministro só agora despertou para a insuficiência de financiamento à economia, referindo que antes Passos Coelho dizia que havia um vício de crédito nas empresas, que tinha de acabar.

António José Seguro respondia a questões formuladas por jornalistas, na parte inicial de um encontro com jovens socialistas na sede nacional do PS.

No sábado à noite, no final do Conselho Nacional do PSD, Pedro Passos Coelho considerou que, com as melhorias em termos de rácios de capital na banca, é agora uma exigência o aumento do financiamento às empresas para estimular a atividade económica.

António José Seguro respondeu a esta posição assumida pelo presidente do PSD.

"Ouvi [sábado] o primeiro-ministro falar na necessidade de os bancos darem mais crédito à economia. Há um ano e meio que eu lhe venho chamando a atenção que é necessário fazer isso, mas ele [Passos Coelho] antes não respondia assim e dizia que havia um vício de crédito na economia portuguesa e que esse vício tinha de acabar", disse o líder socialista.

Depois, deixou um repto ao Governo: "Pois bem, parece que, pelo menos nas palavras, [o primeiro-ministro] despertou para essa necessidade. O que é preciso é fazer, é apoiar as nossas empresas, porque são elas que preservam e criam emprego", declarou.

António José Seguro afirmou depois que a austeridade está a agravar os problemas do país e que o caminho passa "pela criação de oportunidades concretas".

"Isso só se faz com investimento no país. Mas o país está a ganhar muito, porque o investimento, quer público, quer privado, tem vindo a cair, mais de 25 por centos nos dois últimos nãos", acrescentou.

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