Seguro desafia Governo a criar Banco de Fomento

O secretário-geral do PS, António José Seguro, desafiou hoje o Governo a criar o Banco de Fomento para apoiar o investimento orientado para o emprego e criticou o executivo pelos atrasos na candidatura de projetos a fundos comunitários.

"Aproveito o momento para desafiar o Governo para a criação do Banco de Fomento", afirmou António José Seguro, recordando que "há mais de um ano o PS tem vindo a insistir na necessidade de os empresários portugueses e a economia portuguesa" disporem desse instrumento.

"Trata-se de uma banco que tem apenas uma prioridade: apoiar os investimentos orientados para o emprego", financiado por Fundos Comunitários em relação aos quais António José Seguro manifestou "uma grande preocupação.

"Portugal vai passar a dispor de cerca de 20 mil milhões de euros a partir de 01 de janeiro de 2014 mas o Governo não fez o trabalho de casa", criticou o líder do PS, considerando que o país poderia "estar a beneficiar, já a partir de 01 de janeiro de investimento que é fundamental para dinamizar a nossa economia e para manter e criar emprego".

Porém, acrescentou, como "o Governo está atrasado nos seus projetos", a economia portuguesa só beneficiará dessas verbas "muito mais tarde".

António José Seguro falava em Torres Novas onde hoje ouviu as preocupações de empresários da região, num encontro realizado na sede da Nersant, Associação Empresarial da Região de Santarém.

A fundação do banco de fomento, denominado de Instituição Financeira de Desenvolvimento (IFD), foi anunciada pelo primeiro-ministro durante o debate parlamentar da moção de confiança ao Governo, no final de julho, como parte integrante de um dos quatro pilares de ação da segunda parte da legislatura, que é o relançamento da economia.

Os restantes pilares são o investimento na coesão e mobilidade social, a mudança da relação do Estado com o cidadão e com o território e o aprofundamento de um poder inteligente na Europa e no Mundo.

Esta semana, o ministro da Economia, António Pires de adiantou que o Governo vai anunciar até 15 de novembro o modelo operacional da nova instituição financeira de desenvolvimento.

Após o encontro com empresários da região, Seguro reafirmou ainda a proposta de que "o Estado pague todas as dívidas que tem com as empresas portuguesas".

São "cerca de três milhões de euros, devidos às empresas" e que se foram injetados na economia ajudarão "as empresas a preservar a sua economia, a dinamizar a sua atividade e a criar riqueza no nosso país".

Seguro defendeu que o pagamento seja feito "recorrendo a parte dos dinheiros que a troica disponibilizou a Portugal para recapitalizar os bancos e que os bancos não precisaram", tanto mais que o país já está "a pagar juros desse dinheiro e podemos perfeitamente agora afetá-lo às empresas através do programa Confirming" e dos bancos que quiserem associar-se.

"Não há aqui aumento de défice nem aumento de divida porque estes valores já estão capitalizados", precisou Seg

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