Seguro defende IMI "justo"

O distrito do Porto liderou a agenda de António José Seguro esta manhã. Começou numa feira em Gondomar, percorreu a rua de Santa Catarina, no Porto, e acabou num almoço numa quinta em Vila do Conde.

O dirigente socialista defendeu uma nova avaliação das casas para que os proprietários paguem um IMI "justo" e em troca taxar os fundos imobiliários.

Maria Luísa, 64 anos, emociona-se com o beijo de despedida de António José Seguro ao cimo da rua comercial de Santa Catarina. Estava de passagem e chora porque "precisamos de alguém que nos liberte de tudo o que se está a passar. Estamos numa situação dramática", justifica. Teve uma pastelaria que fechou por falta de receita e é uma desempregada de "longa duração". Apesar disso, revela estar indecisa quanto ao seu voto no dia 29.

"Agora tiraram-me o Rendimento Mínimo de Inserção Social porque, como os 177 euros que recebia não chegavam para a renda, fui viver para casa do meu filho. E tiraram-me o subsídio porque ele ganha o ordenado mínimo. É muito triste quando os pais dependem dos filhos e os filhos já adultos precisam dos pais!", lamenta-se.

É em Vila do Conde que Seguro faz o discurso mais político. Na despedida de um dos "dinossauros" socialistas, Mário Almeida, por ter cumprido cinco mandatos, acusa Passos Coelho de ter duas palavras.

Lembra afirmações quando o primeiro-ministro era apenas dirigente do PSD sobre os cortes nas reformas. Citou que Passos Coelho prometeu não reduzir as reformas "sob pena do Estado se apropriar daquilo é seu".

Seguro promete ter só uma palavra "na vida pública", sublinhando, no entanto, que o corte nas pensões não é apenas uma questão de palavra, mas de injustiça.

O secretário-geral do PS referiu algumas das propostas apresentadas à troika, nomeadamente a de reduzir os impostos para metade nos primeiros 12 500 euros de lucros dos empresários e fazer uma reavaliação das casas para que o IMI seja pago pelo atual valor de mercado.

Elisa Ferraz é a candidata à substituição de Mário Almeida na presidência de Vila do Conde. Atual vereadora da Educação e Cultura criticou sobretudo a decisão do Governo de retirar o ensino do inglês no 1.º ciclo.

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