Sampaio, Alegre e Almeida Santos pedem solução 'rápida'

Jorge Sampaio, Manuel Alegre, Almeida Santos e Vera Jardim exigem uma rápida clarificação da situação no PS, por entenderem que o "excessivo prolongamento desta situação" possa "prejudicar a responsabilidade nacional do partido".

Os quatro destacados militantes socialistas dizem que a situação no PS pode enfraquecer ainda mais a nossa já "debilitada democracia" e consideram que o País "precisa de um PS em condições de exercer plenamente as suas responsabiidades", tendo sempre Portugal como prioridade.

Estas declaração escrita surge numa altura em que o partido atravessa um conflito interno pela liderança, com o atual presidente da Câmara Municipal de Lisboa a disputar o cargo de secretário-geral contra António José Seguro. O primeiro exige um congresso extraordinário eletivo e o segundo marcou eleições primárias para a escolha do candidato a primeiro-ministro para 28 de setembro.

"A grave situação do país precisa de um PS em condições de exercer plenamente as suas responsabilidades como principal partido da oposição, tendo em vista a criação de uma alternativa política capaz de mobilizar os portugueses para um novo ciclo com mais esperança, solidariedade e coesão social", refere o comunicado de Sampaio, Alegre, Almeida Santos e Vera Jardim.

Os quatro dizem ainda que "a actual situação interna do PS exige uma rápida clarificação, por forma a que o seu excessivo prolongamento não venha prejudicar a responsabilidade nacional do partido e a enfraquecer ainda mais a nossa já debilitada democracia". E concretizam que deve existir "diálogo" para "ser encontrada uma solução mais rápida e compatível com as urgências do país".

Frisando não querer ultrapassar os órgãos nacionais, os signatários apelam a que "os socialistas não se enganem de adversário e a que o debate se faça num clima de respeito mútuo, como é tradição do PS".

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