Rui Rio não se considera "nevrálgico" para ser vacinado já

Líder do PSD anuncia após conversa com o Presidente da República que o novo decreto do estado de emergência vai prever o ensino à distância

"Nem tanto ao mar nem tanto à terra." Com esta frase, o presidente do PSD manifestou-se esta tarde contra a decisão governamental de abranger grande parte da classe política - nomeadamente deputados - no grupo prioritário da vacinação.

Rui Rio defendeu que as regras da vacinação para políticos deveriam ser reguladas pelas regras do "bom senso", não sendo necessário, nomeadamente, colocar os deputados na grupo prioritário.

Assim, defendeu a vacinação para as principais figuras do Estado (Presidente da República, presidente da AR e primeiro-ministro) e também para ministros. Recordando que há quatro ministros com covid - das Finanças (João Leão), Economia (Pedro Siza Vieira), Agricultura (Maria do Céu Albuquerque) e do Trabalho e Segurança Social (Ana Mendes Godinho) -, considerou que isso "tem consequências", pelo que os governantes deveriam ser vacinados.

Quanto a si mesmo, considerou que não se considera numa posição "nevrálgica" para ser vacinado - mas recusou a "demagogia" de afirmar que daria a sua vacina a um idoso.

Ao mesmo tempo propôs que o boletim diário da DGS informe também os portugueses sobre os progressos na vacinação: "O que proponho é que os dados estatísticos que o Governo vai dando sobre óbitos, número de infetados e pessoas já recuperadas, passe a constar também o número de portugueses já vacinados. Não sei se o Governo terá o controlo completo sobre o número de pessoas já vacinada e temos de o ter."

Por vídeo-conferência, o líder do PSD conversou esta tarde com o Presidente da República sobre a renovação do Estado de Emergência (o novo decreto presidencial será ainda hoje divulgado e amanhã aprovado no Parlamento).

Rui Rio reafimou que o PSD votará a favor, como fez desde sempre. "Está à vista de todos nós o estado dramático que o país está a viver. Nunca tirámos partido disso. Se demos sempre apoio ao Governo, imagine-se agora, temos que dar", afirmou.

Adiantou, por outro lado, que o novo decreto já deverá prever o regresso do ensino à distância, mantendo o sistema de ensino totalmente encerrado.

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