Romagem à campa dos autores do regicídio

Vários associados da Associação Promotora do Livre Pensamento (APLP) promovem amanhã, sábado, uma romagem à campa dos autores do regicídio, em 1908, este ano com um veemente protesto contra a extinção do feriado do 5 de outubro.

Trata-se da quinta vez consecutiva que a associação convida os associados e restante população a visitarem as campas de Manuel dos Reis Buíça e Alfredo Luís Costa, no cemitério do Alto de São João, em Lisboa.

A iniciativa visa retomar as romagens iniciadas em 1913, pela antiga APLP, que chegaram a juntar milhares de pessoas naquele cemitério.

Nos últimos anos, são poucos os que repetem este ritual de homenagem, mas para o presidente da APLP, Luís Vaz, não faltam motivos para este tipo de iniciativas, que visam "lembrar que muitas vezes é preciso haver roturas para haver desenvolvimento, de preferência sem recurso à violência".

Este ano, tendo em conta o cenário de austeridade do país, os associados da APLP pretendem ainda "despertar a consciência dos dirigentes para que estes nunca se esqueçam de que as suas atitudes na gestão da coisa pública têm um alvo que é todo o seu povo".

O fim do feriado do 5 de Outubro, que o governo pretende concretizar, também não é esquecido pelos associados da APLP, que aproveitam a romagem para "lamentar e protestar veementemente" contra a medida.

"Para um livre pensador, o 5 de Outubro é uma marca da libertação da sua consciência individual", sublinhou Luís Vaz.

A APLP irá "fazer todos os possíveis para que a Assembleia da República e o Governo reconsiderem o erro que cometem ao extinguir esta data histórica, que representa os valores da liberdade, do civismo e da consciência cívica".

A morte de Dom Carlos e do seu filho Dom Luís ocorreu a 1 de fevereiro de 1908, na Praça do Comércio, em Lisboa.

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