Rio ao lado de Moedas e Suzana Garcia rejeita "tudo ou nada" nas autárquicas

Líder do PSD acompanhou Carlos Moedas numa arruada na Almirante Reis, também com Francisco Rodrigues dos Santos. De manhã, ao lado de Suzana Garcia, rejeitou dramatismos na sequência das eleições locais.

Carlos Moedas chegou à hora marcada à Avenida Almirante Reis, Francisco Rodrigues dos Santos minutos depois, mais tarde chegou Rui Rio e não tardou a apontar um responsável pelo atraso: Fernando Medina. "Já viram como é o trânsito em Lisboa?! Para chegar aqui é um problema", atirou de pronto o líder do PSD, que só não deixou o carro e foi a pé "por respeito ao presidente da câmara, porque era um enxovalho". "O trânsito não funciona", insiste Rio, mesmo ao lado de uma das mais polémicas ciclovias da cidade.

Foi a primeira ação de campanha de Carlos Moedas ladeado pelo presidente social-democrata e pelo líder do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos, uma arruada com muitas máscaras e pouco distanciamento, que juntou na descida da avenida muitas dezenas de apoiantes. A ciclovia ainda haveria de voltar à conversa - Moedas chamou-lhe um "erro dramático" que reverterá caso seja eleito -, as críticas a Medina também. Um dia depois do debate que juntou os candidatos autárquicos a Lisboa, Rio puxou da sua experiência autárquica para afirmar que os presidentes de câmara levam, habitualmente, vantagem no conhecimento dos dossiers da cidade, mas diz que não foi isso que viu no debate. "O que vi no presidente da câmara de Lisboa foi o contrário, uma grande fragilidade", apontou o líder do PSD, em contraponto a "um discurso muito afirmativo e conhecedor da cidade" de Moedas. Conclusão de Rio: há "um presidente de câmara frágil e uma oposição com possibilidades de ganhar estas eleições". Francisco Rodrigues dos Santos alinhou pela mesma ideia: "O debate foi bastante ilustrativo sobre o potencial ganhador desta candidatura". O debate na SIC Notícias juntou, frente a frente, além de Medina e Moedas, Beatriz Gomes Dias (BE), João Ferreira (PCP), Manuela Gonzaga (PAN), Bruno Horta Soares (IL) e Nuno Graciano (Chega).

Não foi o único ponto de convergência entre os líderes do PSD e do CDS - o segundo passou pela desvalorização de questões internas. Se Paulo Rangel se movimenta para preparar uma candidatura à liderança, Rui Rui não tem comentários a fazer quanto a isso - a mesma resposta que já dera de manhã, numa arruada na Amadora. E rejeita que o seu futuro como líder do PSD esteja nas mãos de Carlos Moedas, leia-se do resultado em Lisboa: Rio diz que é maior autarquia do país, mas há 308 para ganhar. Do outro lado, Francisco Rodrigues dos Santos rejeitou comparações com as últimas autárquicas, em que o CDS chegou aos 20% e elegeu quatro vereadores: "Cada eleição tem as suas circunstâncias. Não podemos comparar".

Carlos Moedas, por seu turno, também recusou a responsabilidade de ter nas mãos o futuro do PSD. "A responsabilidade que sinto é perante os lisboetas Ontem [quinta-feira] ficou claro que só há um candidato que pode tirar Fernando Medina da Câmara de Lisboa e esse candidato sou eu."

Uma candidata "excelente"

A fazer um périplo pelo país, por estes dias centrado na região de Lisboa, Rio já tinha estado na manhã de sexta-feira numa arruada na Amadora, ao lado de Suzana Garcia, onde rejeitou que as próximas autárquicas sejam um "tudo ou nada" para a sua liderança: "Não vamos ser dramáticos".

Apontando a Câmara da Amadora como "emblemática" para a mudança que espera que o país inicie com as autárquicas, Rio considerou que Suzana Garcia é uma candidata "excelente". Questionado sobre se concorda com as mensagens de vários cartazes onde se lê que é preciso "fazer tremer" o sistema, Rio sustentou que são mensagens que ele próprio já usa há muitos anos. "Cada um tem o seu estilo e cada um tem a sua maneira, mas é evidente que estamos a caminhar para um sistema cada vez mais anquilosado", disse, recebendo um "muito bem" da candidata ao seu lado e palmas dos apoiantes que acompanharam a iniciativa. com Lusa

susete.francisco@dn.pt

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